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Leilão de R$ 2,6 milhões aponta marmoreio como nova fronteira da carne

Leilão de R$ 2,6 milhões na fazenda Maragogipe aponta o marmoreio como nova fronteira da carne brasileira, com perspectivas de US$ 9 mil a US$ 10 mil por tonelada

Wilson Brochmann diz que pecuária precisa mirar em carcaça bovina
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  • Leilão na fazenda Maragogipe, em Itaquiraí (MS), fatura R$ 2,6 milhões com 112 animais e recebeu cerca de 700 convidados em um dia de campo.
  • O pecuarista Wilson Brochmann, com 53 anos na atividade, planeja ampliar o rebanho para 50 mil animais em três anos e aposta na carne com marmoreio, mirando US$ 9 mil a US$ 10 mil por tonelada.
  • Foi lançando o programa Maragogipe Bi-Prime e a construção de um boitel, com duas vacas CEIP vendidas por cerca de R$ 180 mil cada para acelerar o melhoramento genético.
  • Participantes estratégicos incluíram Thiago Manfrim, da MEN Agronegócios, e Paulo Trentini, da Fazenda Renovo, que adquiriram genética e planejam ampliar o núcleo de seleção DeltaGen.
  • O evento ocorre no contexto de demanda por carne de qualidade no mercado externo, com planos de atender mercados como Japão e Estados Unidos e apoio de programas de qualidade de carcaça como o Blackstone da JBS; dados do setor indicam crescimento de leilões de bovinos de genética.

A Fazenda Maragogipe, em Itaquiraí (MS), recebeu 700 convidados para o segundo Dia de Campo e Leilão Agropecuária, nesta sexta-feira (15). O evento, que começou pela manhã, faturou R$ 2,6 milhões com 112 animais leiloados. A pista de pouso acomodou cerca de 20 aeronaves, e parte do pasto foi transformada em estacionamento. O encontro reuniu produtores, técnicos e compradores do setor.

O pecuarista Wilson Brochmann, da Agropecuária Maragogipe, atua há 53 anos na pecuária e comandou o evento. Ele tem um rebanho de 30 mil animais, abate 20 mil por ano e planeja chegar a 50 mil nos próximos três anos, com foco em terminação em confinamento. Brochmann defende a transição para a carcaça com marmoreio como novo patamar da carne brasileira.

Brochmann lançou o programa Maragogipe Bi-Prime, com objetivo de atender mercados que valorizam marmoreio e qualidade de carne. O empreendimento inclui a construção de um boitel e a ampliação da exportação. O empresário afirma que países como Japão e Estados Unidos devem liderar a demanda por carne premium no médio prazo.

No evento, o lucro concentrado ficou nas negociações de genética. Thiago Manfrim, veterinário e diretor da MEN Agronegócios, e Paulo Trentini, da Fazenda Renovo, compraram genética ao redor de 180 mil reais por vaca com CEIP, certificado que atesta elite genética. O casal integra o núcleo de seleção que planeja ampliar o uso de genética externa para acelerar ganhos.

A MEN Agronegócios, com 8 mil bovinos em Mato Grosso do Sul, opera um programa DeltaGen há sete anos e prevê instalar, em 2027, um confinamento com capacidade para 22 mil animais. A aquisição de duas matrizes CEIP reforça a estratégia de incorporar genética de alto desempenho ao rebanho da empresa.

O leiloeiro Lourenço Campos, da Central Leilões, conduziu o evento. Campos destaca que o formato dia de campo com conteúdo técnico, junto ao leilão presencial, continua eficaz. Segundo ele, a presença física facilita a confiança entre compradores e produtores. Dados do setor indicam que 2025 foi recorde em volume e receita de leilões de genética bovina no Brasil, com 104.509 lotes ofertados e faturamento de R$ 3,05 bilhões, segundo o Anuário DBO.

O movimento observado no leilão da Maragogipe reflete a busca por padrões de qualidade acima do simples volume de carne. Produtores e compradores valorizam ganho genético, acabamento de carcaça e certificação, com impacto direto nas perspectivas de exportação para mercados exigentes. O Brasil, segundo participantes, precisa avançar na genética para acompanhar a demanda externa por carne premium.

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Leilão de R$ 2,6 milhões aponta marmoreio como nova fronteira da carne

Leilão de 2,6 milhões revela aposta na carne com marmoreio como nova fronteira da pecuária, visando US$ 9–10 mil por tonelada

Wilson Brochmann diz que pecuária precisa mirar em carcaça bovina
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  • Leilão da Agropecuária Maragogipe, em Itaquiraí (Mato Grosso do Sul), faturou R$ 2,6 milhões com 112 animais e reuniu setecentos convidados.
  • O evento ocorreu no dia 15, com pista de pouso para cerca de vinte aeronaves e área de estacionamento no pasto, em um dia de campo e leilão.
  • O pecuarista Wilson Brochmann aposta na “carcaça bovina” como nova fronteira e planeja vender carne por US$ 10 mil a tonelada, mirando mercados como Japão e Estados Unidos.
  • Um destaque foi o certificado CEIP (Certificado Especial de Identificação e Produção); duas vacas foram vendidas por cerca de R$ 180 mil cada uma, para acelerar o melhoramento genético.
  • Além de Brochmann, outros players, como MEN Agronegócios e Fazenda Renovo, afirmam que genética de qualidade e programas de reprodução são essenciais para atender demandas de mercados de carne marmoreada.

O leilão realizado na fazenda Maragogipe, em Itaquiraí (MS), movimentou 2,6 milhões de reais ao longo de 112 animais, numa edição que reuniu 700 convidados. O evento ocorreu no dia 15, com início pela manhã e encerramento no fim da tarde, após uma programação de campo. A fazenda recebeu instalações para pouso de aeronaves e estacionamento no pasto, integrando demonstração técnica e comercial.

O foco do encontro foi apresentar a nova fronteira da carne, baseada no marmoreio e na qualidade de carcaça. O produtor Wilson Brochmann, pioneiro no tema, sinalizou que o modelo tradicional de carcaça pode sofrer mudanças profundas nos próximos anos, apostando em carne com maior marmoreio para mercados internacionais.

Brochmann opera há décadas no setor, com um rebanho de 30 mil animais e meta de 50 mil nos próximos três anos, todos terminados em confinamento. Ação anunciada envolve construção de um boitel e a consolidação do programa Maragogipe Bi-Prime, voltado à exportação de carne com marmoreio.

O programa e os players

A iniciativa também envolve a parceria com frigoríficos, que demandam animais com características específicas para atender mercados exigentes. O empresário afirma que Prezados mercados externos, como Japão e EUA, pagam mais pela carne de alta qualidade, o que justificaria investimentos em genética e acasalamento dirigido.

No leilão, duas vacas com CEIP — certificado que atesta elite genética — foram arrematadas por compradores interessados na melhoria do núcleo de seleção de seus rebanhos. O uso de CEIP indica maior rentabilidade, fertilidade e qualidade de carne para quem adquire o animal.

Thiago Manfrim, veterinário da MEN Agronegócios, e Paulo Trentini, da Fazenda Renovo, chegaram ao evento com o objetivo de adquirir genética superior. Manfrim acabou levando astros de genética que se aproximam de um patamar de elite para o núcleo de seleção da MEN. Trentini, por sua vez, busca reforçar o plantel de touros de repasse para manter competitividade.

Perspectivas e economia do setor

O leilão também confirmou o papel do encontro presencial como parte essencial da negociação, mesmo diante de operações digitais. Dados do setor apontam crescimento expressivo: a temporada de 2025 registrou recordes de volume e receita, com mais de 104 mil lotes ofertados e receita de cerca de 3,05 bilhões de reais, sendo a Nelore a principal raça representada.

O grupo de Brochmann já trabalha dentro do DeltaGen, programa de seleção que classifica matrizes por desempenho e carcaça. As fêmeas de maior classificação integram o núcleo de seleção com vistas a acelerar o ganho genético e a atender a demanda por marmoreio na carne.

A visão de longo prazo

O produtor sustenta que a pecuária brasileira pode alcançar patamares de carne prime por meio de genética avançada, seleção dirigida e investimentos em reprodução. A aposta é que mercados internacionais valorizem a qualidade acima da quantidade, abrindo espaço para maior valor por tonelada exportada.

O leiloeiro Lourenço Campos destacou que o equilíbrio entre informação técnica e negócio é chave para o sucesso de eventos presenciais, que oferecem uma dimensão de confiança difícil de replicar online. O atual momento do setor reforça a continuidade de leilões com foco em qualidade genética.

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