- Um engenheiro de IA acusa a Google de demissão injusta após protestar contra o trabalho da empresa para o governo isrealense, distribuindo panfletos nos escritórios de Londres e pedindo sindicalização.
- A alegação diz que houve demissão em setembro após reuniões com o RH, mas ele nega ter desistido; a empresa afirma que ele renunciou.
- A Google DeepMind contestou o relato, dizendo que ele “não reflete os fatos” com precisão.
- O engenheiro, de herança palestina, disse que, embora tenha visto o cargo dos sonhos mudar, ele se sentia culpado pelo que a empresa fazia e pediu que colegas se juntassem a uma sindicalização.
- O caso ocorre em meio a preocupações sobre o uso da IA por governos e forças de defesa, com protestos recentes sobre contratos com governos e debates internos sobre ética e responsabilidade.
Google enfrenta uma disputa trabalhista movida por um engenheiro de IA que alega ter sido demitido injustamente após protestar contra o envolvimento da empresa com o governo de Israel. A acusação foi apresentada ao tribunal do trabalho do Reino Unido.
O profissional afirma que distribuiu panfletos nas dependências da Google DeepMind em Londres, com críticas ao uso de IA militar pela empresa. Segundo ele, houve envio de mensagens a colegas sobre mudanças na política de IA e incentivo à sindicalização.
O processo sustenta que a atitude fazia parte de um whistleblowing, ao expor condutas que considerava antiéticas. A Google, por meio de porta-voz, disse que a demissão não ocorreu e que a versão apresentada não condiz com os fatos.
A parte acusadora, que tem origem palestina, disse que o cargo no laboratório de IA avançada era um sonho, mas que a relação com a empresa se deteriorou com os acordos firmados recentemente. O engenheiro não quis se identificar publicamente.
Representa ainda que a empresa não pode demitir alguém apenas por expressar opiniões ou discutir questões laborais de forma construtiva, conforme política interna. Segundo ele, houve reuniões com o RH e a demissão teria sido apresentada como rescisão.
Fontes próximas ao caso destacam que a DeepMind enfrenta apreensão entre funcionários sobre o uso da IA em operações de defesa e inteligência. Uma mudança de princípios anunciada em 2025 é apontada como gatilho de insatisfação interna.
Outras fontes lembram que, recentemente, trabalhadores questionaram acordos de IA com governos, incluindo uma colaboração com o governo israelense. Há relatos de preocupações sobre uso irresponsável da tecnologia e riscos a democracias.
Grupos de defesa de ética tecnológica apoiam o ex-funcionário. Eles destacam que a demissão ocorreu após ele alertar sobre conflitos entre políticas de IA e direitos humanos, reforçando a tensão entre inovação e responsabilidade social.
A defesa sustenta que, embora a Google tenha flexibilizado o debate público, não pode agir de forma que desmonte denúncias internas. O caso está em tramitação, com avaliação de evidências e depoimentos.
Entre na conversa da comunidade