- Gleisi Hoffmann afirmou que o Paraná não é estado de direita e que existe espaço para disputa eleitoral.
- Ela destacou vitórias do PT no estado, governando cidades como Maringá, Londrina e Ponta Grossa, além de ter sido eleita senadora junto com Roberto Requião.
- A pré-candidata ressaltou que o eleitorado paranaense é diversificado e já houve representações de diferentes vertentes políticas no estado.
- Ela mencionou a Lava Jato como conjuntura difícil para o PT, lembrando que Moro e Deltan Dallagnol são do Paraná, e que o partido se reestruturou.
- Hoffmann disse que, em 2022, o PT e o PV tiveram bancada expressiva, e afirmou que agora há espaço para debater o tema, criticando aproximação entre adversários e antigos aliados.
Gleisi Hoffmann afirma que o Paraná não é um estado de direita e que o eleitorado é disputável, citando histórico de vitórias progressistas e a capacidade do estado de reunir diferentes apoios políticos. A pré-candidata ao Senado pelo PT participou do programa Poder e Mercado, do Canal UOL, para esclarecer o tema.
Ela ressalta que, mesmo com força do bolsonarismo e antipetismo recente, cidades importantes do Paraná já foram governadas pelo PT e aliados, demonstrando diversidade de tendências eleitorais no estado. O argumento é de que o eleitorado não é fixo nem monopólicamente conservador.
Segundo a candidata, o Paraná já teve vitórias de governadores de esquerda e experiências municipais expressivas, o que indica espaço para disputa democrática ampla. Ela cita exemplos de cidades onde o partido atuou com liderança estadual e local, reforçando a leitura de um eleitorado variado.
Ela também comenta que, apesar de contração no cenário anterior, houve reorganização partidária recente. Em 2022 o PT e aliados elegeram deputados federais e estaduais, sinalizando recuperação de atuação política histórica no estado.
LAVA JATO E O CONTEXTO ELEITORAL
O tema Lava Jato é destacado como ponto de debate aberto no Paraná, com a crítica à forma como o caso foi conduzido e aos papéis de figuras associadas ao atual ciclo político. A candidata vê espaço para revisitar atos e decisões passadas, fortalecendo a discussão pública.
Segundo Gleisi, a mudança de perspectiva permite maior exposição de informações e esclarecimentos sobre as perseguições políticas associadas ao caso. Ela afirma que a população está recebendo novas informações e que isso pesa no cenário eleitoral.
Ela aponta que antigos adversários, hoje alinhados com novos parceiros, mudam o panorama político estadual. A leitura é de que esse redesenho aumenta a necessidade de diálogo público e de explicações sobre os acontecimentos ligados à Lava Jato.
Entre na conversa da comunidade