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Nova cena do vermute uruguaio entre tannat e ervas locais

Vermute uruguaio ganha espaço em Montevidéu com versões que combinam tannat e ervas locais, impulsionando produtores e presença internacional

Vermuteria é um dos lugares para provar vermute em Montevidéu
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  • Vermute uruguaio ganha versão moderna com base em tannat, usando ervas locais como camomila, marcela, cedrón, carqueja, anacauita e artemísia, com toque de mate; criação de Antonella Borroni e Pablo Bianchi.
  • Rooster surge como vermute tipicamente rio-platense, jovem e levemente doce e amargo, com notas de frutos vermelhos, pele de laranja, tomilho e menta; apresentado em formato gastronômico.
  • Linha inicial impulsionou o ressurgimento do vermute no Uruguai, recolocando a bebida em bares de Montevidéu e Maldonado, estimulando produção em pequenos lotes por vinícolas.
  • Mr. Pippin, de Agustín e Victoria Viroga, lançou rosso e bianco em edição limitada (200 garrafas de cada), em collab familiar com a vinícola Bracco Bosca.
  • Flores Vermouth ganha alcance mundial, com exportação para Brasil, Equador, México, EUA, Austrália, Nova Zelândia e Espanha; um dos fundadores organizou o I Encontro Vermuteiro Latino-Americano, em 2024.

Na esteira de uma tradição espanhola de convivência, o vermute no Uruguai volta a ganhar peso na cena de bares e restaurantes. A bebida, vinificada e aromatizada com ervas, foi reacendida após uma viagem de sommeliers locais pela Europa.

Antonella Borroni e Pablo Bianchi, dupla de sommeliers, retornaram inspirados a resgatar o vermute de família. O projeto começou em parceria com a Bodega Merino e, em 2020, ganhou fôlego com a criação de uma receita própria.

A ideia de Pablo foi além de reproduzir velhas fórmulas. Inspirado no mate de té, ele incorporou camomila, erva, marcela, cedrón, carqueja, anacauita e artemísia. Um toque de mate conferiu amargor característico.

Rooster: vermute tipicamente uruguaio

Assim nasceu o Rooster, um vermute rio-platense feito com ervas locais e base de tannat. O perfil é jovem, fresco, com leve doçura e amargor suave, lembrando frutos vermelhos, laranja, tomilho e menta.

O produto abriu espaço nos bares de Montevidéu e Maldonado, elevando a presença do vermute uruguaio. A aceitação estimulou outras vinícolas a produzirem vermutes em lotes menores.

Novas marcas e alcance internacional

Hoje surgem opções como Mr. Pippin, criado por Agustín e Victoria Viroga, com 200 garrafas de rosso e 200 de bianco. A iniciativa familiar nasceu do desejo de produzir o que gostariam de beber entre amigos.

Vermute Flores ganha projeção global, atingindo Brasil, Equador, México, EUA, Austrália, Nova Zelândia e Espanha. Um dos fundadores, Juan Marichal, organizou o I Encontro Vermuteiro Latino-Americano em 2024.

Experiência em Montevidéu

Apesar do crescimento, há poucos espaços dedicados ao vermute. Casas como Vermuteria e El Vermu de la Aduana destacam a variedade local. Ambos oferecem carta com várias marcas nacionais e coquetéis baseados em vermute.

Vermuteria, em Pocitos, serve Flores e opções com albariño na base, além de tapas espanholas. El Vermu de la Aduana, na Calle Perez Castellano, traz carta rotativa com cerca de 30 vermutes uruguaios.

Horários e informações estão disponíveis nas páginas oficiais das casas, com atendimento variando entre a tarde e a noite, conforme o dia da semana.

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