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Advogado diz que mulher morta foi julgada após absolvição do marido por homicídio

Advogada afirma que mulher morta foi posta no tribunal no caso Trybus, após sua absolvição de homicídio culposo pelo júri

Tarryn Baird took her own life in 2017, having made allegations that her husband had been abusive.
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  • Christopher Trybus foi considerado inocente por júri de oito mulheres e quatro homens das acusações de homicídio culposo, comportamento coercitivo e responsável e duas acusações de estupro.
  • A decisão ocorreu após a morte de sua esposa, Tarryn Baird, em 2017, que havia feito acusações de abuso antes de tirar a própria vida.
  • A defesa argumentou que Baird teria feito as falsas acusações por achar que “estava entediada e isolada” e por questões de saúde mental, enquanto Trybus afirmou não ter conhecimento das acusações.
  • A barrister Charlotte Proudman disse que parecia que uma “mulher morta foi colocada em julgamento” e criticou trechos do discurso de encerramento da defesa.
  • A Crown Prosecution Service informou que respeita o veredito do júri; a organização disse que levará em conta futuros casos com evidências para isso.

Um barrister causou polêmica ao afirmar que uma “mulher morta foi levada a julgamento” no caso de Christopher Trybus, absolvido de manslaughter pela juria. A observação foi feita após a leitura de veredito, que condenou ou não houve acusações? O tribunal o pronunciou inocente de manslaughter, bem como de violência coercitiva e dois crimes de rape.

O veredito ocorreu após o júri, composto por oito mulheres e quatro homens, deliberar por mais de 40 horas. Trybus, de 44 anos, foi absolvido de todas as acusações apresentadas contra sua esposa, Tarryn Baird, de 34, que morreu em 2017. Antes da morte, Baird fez acusações de que ele seria abusivo.

O caso envolveu acusações anteriores de abuso pela defesa, que sustentou que Baird teria feito denúncias falsas por estar “ entediada e isolada”, buscando ajuda para questões de saúde mental e possivelmente viciada na atenção que as acusações geravam. Trybus afirmou não ter conhecimento das denúncias antes da morte, descrevendo o dia em que Baird faleceu como o pior de sua vida.

Baird sofria de transtorno de estresse pós-traumático, decorrente de violência testemunhada na África do Sul, onde o casal morou antes de se estabelecer no Reino Unido. A defesa argumentou que algumas lesões apresentadas por Baird aos médicos não poderiam ter sido causadas por Trybus, já que ele estava fora do país à época.

Após o julgamento, a comentarista Charlotte Proudman criticou o enfoque da defesa, especialmente a referência a um “fantasma” de uma acusação antiga e a insinuar que o sistema não persegue adequadamente casos de violência contra mulheres. Ela também questionou a orientação para jurados masculinos ficarem temerosos de falsas acusações.

A defesa respondeu às críticas, afirmando que Proudman não estava presente no tribunal e que suas observações não refletiam com exatidão o que foi dito aos jurados. A advogada de Trybus alegou que as observações não mostram compreensão completa dos fatos.

A organização End Violence Against Women destacou que, mesmo com avanços, ainda existe desconfiança narrativas que tratam mulheres como suspeitas após casos envolvendo suicídio. O CPS disse respeitar a decisão dos jurados e que irá considerar casos em que haja evidência suficiente, embora não haja precedente claro de condenação por manslaughter em casos de suicídio ligado a violência doméstica.

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