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Fachin: parlamento e Judiciário não se enfrentam nos 200 anos da Câmara

Fachin afirma que parlamento e Judiciário não se enfrentam; Constituição é guia e limite, em meio à crise do Banco Master que pode envolver autoridades

O presidente do STF, ministro Edson Fachin (Foto: Luiz Silveira/STF)
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  • Em sessão pelos 200 anos da Câmara, o presidente do STF, Edson Fachin, pediu harmonia entre Legislativo e Judiciário e disse que não há enfrentamento entre os poderes.
  • Fachin afirmou que Parlamento e Judiciário “não se enfrentam” nem se substituem, devendo sustentar-se mutuamente.
  • O ministro destacou a Constituição como guia, limite e proteção da atuação dos poderes, não apenas como ornamentação.
  • Disse que a República requer dedicação e vigilância contínua, reforçando o respeito às regras institucionais.
  • O STF enfrenta crise ligada ao caso Banco Master, com a saída de Dias Toffoli da relatoria de ações envolvendo o tema; há menções ao ministro no celular de um empresário, o que pode envolver parlamentares e ministros em eventual delação.

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, pediu harmonia entre Poderes durante a sessão solene pelos 200 anos da Câmara dos Deputados, em Brasília, na tarde desta quarta-feira (6). Ele afirmou que Parlamento e Judiciário não se enfrentam, não se substituem, e que se sustentam mutuamente.

Fachin ressaltou que a Constituição deve ser vista como guia e limite da atuação dos poderes, funcionando como direção, limite e proteção, e não como ornamento. Segundo ele, a República depende de dedicação e vigilância constantes.

O ministro enfatizou a importância de respeitar regras institucionais para a boa atuação do Estado. Ele lembrou que o equilíbrio entre Legislativo e Judiciário exige observância das instituições, especialmente após atritos recentes relativos a limites para comissões de inquérito.

O tema dos atritos entre os poderes ganha consistência diante de casos em apuração. O STF tem destacado disputas sobre o alcance de investigações parlamentares, incluindo limites de atuação de Comissões Parlamentares de Inquérito.

Na atual conjuntura, o STF enfrenta uma crise ligada ao caso do Banco Master. O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria de ações que investigam o escândalo após a PF localizar menções a ele no celular de Daniel Vorcaro, dono da instituição.

A possível delação do antigo dono do banco pode trazer implicações tanto para ministros quanto para parlamentares, ampliando o ambiente de tensão entre os Poderes. O desfecho das apurações permanece em aberto.

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