- A Justiça condenou Eduardo Fauzi a quatro anos e oito meses de prisão por atentar contra a sede da Porta dos Fundos, na véspera de Natal de 2019, em Botafogo, Rio de Janeiro.
- A pena foi fixada no regime semiaberto, mantendo a prisão preventiva e cabendo recurso.
- As provas incluem imagens de câmeras, reconhecimento facial e depoimentos, como o de um taxista que atendeu Fauzi no dia do ataque.
- A juíza aumentou a pena em um terço por Fauzi ter provocado incêndio em um prédio público ligado à produção cultural.
- Fauzi chegou a fugir para a Rússia antes da prisão preventiva, foi preso pela Interpol em Moscou em setembro de 2020, extraditado e retornou ao Brasil em março de 2022, atualmente no presídio de Benfica.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou Eduardo Fauzi a quatro anos e oito meses de prisão pela ataque com coquetéis molotov à sede da produtora Porta dos Fundos, em Botafogo, na véspera de Natal de 2019. O incêndio foi contido por um segurança, e ninguém ficou ferido.
A decisão, assinada em 30 de abril pela juíza Renata Guarino Martins, da 35ª Vara Criminal, fixou o regime semiaberto e manteve a prisão preventiva do acusado. Cabe recurso às instâncias cabíveis.
As provas usadas pelo juízo incluíram imagens de câmeras de segurança que mostram Fauzi nas proximidades, reconhecimento facial e depoimentos, entre eles o de um taxista que atendeu o suspeito no dia do ataque.
Desdobramentos do caso
Fauzi chegou a fugir para a Rússia um dia antes de a Justiça decretar sua prisão preventiva. A Interpol o localizou em Moscou em setembro de 2020 e, após a extradição, retornou ao Brasil em março de 2022, permanecendo desde então no presídio de Benfica, na zona norte do Rio.
A magistrada ressaltou que o crime atingiu um espaço dedicado à produção cultural e afirmou que a proteção da liberdade de expressão deve ser tutelada pelo Estado, especialmente em ambientes digitais onde a mensagem se propaga rapidamente.
O tribunal também elevou a pena em um terço pelo fato de o ataque ter ocorrido contra um prédio público destinado à produção cultural. Fauzi permanece detido no sistema prisional brasileiro e ainda pode recorrer da decisão.
Entre na conversa da comunidade