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Justiça inglesa nega novo recurso de mineradora no caso Mariana

Tribunal de Apelação da Inglaterra nega novo recurso da BHP; fase dois define perdas e indenizações pelo rompimento da barragem de Fundão

O subdistrito de Bento Rodrigues, em Mariana, foi assolado pelo rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Samarco em 2015. Foto: Tv Senado
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  • O Tribunal de Apelação da Inglaterra negou novo recurso da mineradora BHP sobre o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), mantendo a condenação de novembro de 2025 que a responsabilizou.
  • A Fase 2 do processo seguirá para quantificar perdas e definir os valores de indenização, com audiência prevista para abril de 2027.
  • O rompimento, em 2015, despejou cerca de 40 milhões de metros cúbicos de resíduos tóxicos no rio Doce, atingiu municípios próximos e provocou 19 mortes.
  • A BHP Brasil afirmou apoiar a Samarco e manter a defesa na Inglaterra, destacando o Novo Acordo do Rio Doce, de outubro de 2024, que garantiu 170 bilhões de reais para reparação e pagamentos a mais de 625 mil pessoas.
  • O escritório Pogust Goodhead, que representa as vítimas, disse que as vias de recurso foram fechadas e reforçou que a Justiça está sendo buscada há mais de uma década.

O Tribunal de Apelação da Inglaterra rejeitou nesta quarta-feira, 6, novo recurso da mineradora BHP sobre o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015. A decisão mantém a responsabilização da empresa anglo-australiana pelo desastre.

A decisão consolida a conclusão do Tribunal Superior inglês, anunciada em novembro de 2025, de que a BHP operava a barragem e tinha conhecimento dos riscos, o que indica negligência, imprudência ou imperícia. A barragem rompeu em 2015, liberando cerca de 40 milhões de m³ de resíduos tóxicos no rio Doce e atingindo cidades vizinhas, com 19 mortos.

O rompimento completou dez anos em 5 de outubro de 2025. Além das vítimas, milhares de pessoas aguardam indenização, e o caso segue em segunda fase no Judiciário britânico para quantificar danos e valores.

O que vem a seguir

A fase 2 do processo, a ser julgada, vai apurar as perdas e estabelecer as indenizações. A audiência está prevista para abril de 2027, segundo os autos do caso.

A defesa da BHP informou que seguirá contestando na Inglaterra com a defesa considerada robusta, enquanto as vítimas aguardam a quantificação dos pagamentos.

O escritório Pogust Goodhead, que representa as vítimas, destacou que o resultado atual fecha mais uma etapa e reforça a responsabilização da BHP pelo desastre. Afirmou ainda que a reparação é necessária para milhares de atingidos.

A BHP Brasil afirmou que continua apoiando a Samarco para obter uma reparação justa e eficaz, citando o Novo Acordo do Rio Doce, assinado em 2024, como base para acelerar os pagamentos. Segundo a empresa, o acordo já beneficiou mais de 625 mil pessoas.

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