- A NR-1 passa a exigir identificação, avaliação e mitigação de riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos, com possibilidade de multas e interdições.
- A atualização entra em vigor na terça-feira, 26, e as multas foram adiadas por noventa dias, com atuação da Inspeção do Trabalho priorizando orientação e notificação para adequação.
- O Brasil vive uma crise de saúde mental no trabalho: foram registradas 546 mil afastamentos por transtornos psiquiátricos em 2025, 45% dos trabalhadores relatam insegurança psicológica e 38% apresentam sofrimento psíquico.
- Executivos de RH de Amazon, Nestlé e Bradesco veem a norma como obrigatória, fortalecendo a escuta ativa e exigindo planos de ação claros para riscos como assédio, longas jornadas e pressão por metas.
- Preocupações com o risco de “wellbeing washing” existem, já que algumas empresas podem promover apenas ações superficiais; ainda assim, iniciativas de prevenção já são adotadas, como brigadas de bem-estar mental e programas de educação financeira.
A atualização da NR-1 entra em vigor nesta terça-feira, 26 de maio, no Brasil. A norma passa a exigir o mapeamento e a gestão de riscos psicossociais dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), com foco na saúde mental no ambiente de trabalho. Com isso, empresas precisam identificar, avaliar e mitigar esses riscos, sob pena de sanções.
Líderes de RH de empresas como Amazon, Nestlé, Heineken, Bradesco e outras avaliam o impacto da mudança. O objetivo é transformar a cultura corporativa e o cenário de saúde mental, em meio ao aumento de afastamentos por transtornos psiquiátricos no país.
O contexto atual aponta para uma crise de saúde mental no trabalho. Dados recentes indicam recorde de afastamentos em 2025 e crescimento de casos de burnout. A atualização formaliza ações obrigatórias para diagnóstico, escuta ativa e planos de melhoria.
Novo cenário da NR-1
A norma reforça a necessidade de monitorar riscos ligados a assédio, jornadas excessivas e pressão por metas. Executivos destacam que a NR-1 torna clareza de ações, definindo o que será feito, além de ouvir trabalhadores. A implementação exige planejamento e responsabilidade.
Prevenção versus wellbeing washing
Especialistas alertam para o risco de ações superficiais. Estudos indicam que avaliações de saúde mental podem se tornar apenas um check-up se não houver mudanças reais. Técnicas de implementação devem evitar práticas vazias e criar ambientes seguros para a expressão.
Experiências corporativas
Algumas companhias já atuam além do exigido. Na Nestlé, houve a criação de uma brigada de bem-estar mental com apoio de um hospital, buscando identificar colegas em sofrimento. Na Heineken, a taxa de afastamento permanece baixa, apontando para impactos positivos de ações estruturadas.
Prevenção e performance sustentável
Dados globais associam saúde mental a produtividade. Empresas investem em ações que vão além do atendimento psicológico, incluindo educação financeira e suporte contínuo. A ideia é promover ações consistentes que reduzam crises futuras.
Olhar para o futuro
Analistas acreditam que haverá um período de ajuste inicial, com aumento temporário de afastamentos à medida que os diagnósticos se tornam mais transparentes. A tendência é de melhoria gradual, com confiança interna fortalecida e mudanças duradouras na prática de gestão.
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