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67% das pessoas com deficiência nunca foram promovidas no trabalho

Pesquisa revela que 67% das pessoas com deficiência nunca foram promovidas, indicando barreiras de acessibilidade e falta de tecnologia assistiva no ambiente de trabalho

A inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho ainda esbarra em barreiras internas que impedem promoções e crescimento profissional inclusão de pessoas com deficiência
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  • Setenta e dois por cento? [correção: manteremos 67%] Setenta e mais: 67% das pessoas com deficiência nunca receberam promoção no emprego atual, aponta o Radar da Inclusão 2025.
  • Vínculo com a empresa: 41% trabalham na mesma organização há mais de três anos, mas permanência não significa ascensão.
  • Barreiras além da contratação: 76% já se sentiram prejudicadas no ambiente de trabalho e 56% relatam falta de inclusão que afeta desempenho ou bem‑estar.
  • Tecnologia assistiva em falta: reuniões, treinamentos e interações ocorrem sem recursos de acessibilidade, o que dificulta a participação, especialmente de profissionais surdos.
  • Caminho para a mudança: plataformas de interpretação em Libras, como a ICOM, vêm sendo adotadas; a executiva enfatiza que acessibilidade precisa ser parte da cultura organizacional, não apenas obrigação legal.

67% das pessoas com deficiência nunca foram promovidas no emprego atual, segundo o Radar da Inclusão 2025. A pesquisa, realizada pela Talento Incluir em parceria com o Pacto Global da ONU no Brasil e o Instituto Locomotiva, aponta avanço parcial com a Lei de Cotas, mas atraso na progressão de carreira dentro das empresas.

O levantamento mostra que 41% dos entrevistados trabalham na mesma empresa há mais de três anos, o que indica permanência sem ascensão. Dados de 2025 revelam aumento de quatro pontos em relação a 2024, acentuando o problema da mobilidade interna.

Além disso, 76% dos participantes já se sentiram prejudicados no ambiente de trabalho. Outros 56% relatam situações de falta de inclusão que impactaram o desempenho ou o bem-estar. Os números evidenciam barreiras além da contratação.

Barreiras que vão além da contratação

A Lei de Cotas obriga empresas com mais de 100 funcionários a reservar entre 2% e 5% das vagas para pessoas com deficiência. Abrir vagas não garante, porém, a promoção ou desenvolvimento na carreira.

A pesquisa mostra que a falta de oportunidades de crescimento persiste mesmo com a formalização do emprego. O desafio está em transformar a presença no mercado em ascensão profissional.

Autoras do estudo destacam que as empresas precisam criar caminhos de desenvolvimento. Acesso a oportunidades iguais envolve planejamento de carreira, treinamentos e métricas de progresso.

Tecnologia assistiva e o caso dos profissionais surdos

A ausência de tecnologias acessíveis nas rotinas corporativas é citada como uma falha comum. Reuniões, treinamentos e interações ocorrem com poucos recursos de acessibilidade, limitando participação de profissionais surdos.

Plataformas de interpretação simultânea em Libras vêm ganhando espaço, mas ainda são utilizadas de forma menos disseminada. A acessibilidade precisa fazer parte da cultura organizacional, não apenas de ações pontuais.

Especialistas ressaltam que a inclusão eficaz depende de mudança de postura. A acessibilidade deve integrar fluxos de trabalho e comunicação para que pessoas com deficiência avancem de fato.

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