- Em março, a Seguridad Social registrou 211.510 novas afiliações, chegando a 21.882.147 cotizantes; segundo dados desestacionalizados, superaram 22 milhões pela primeira vez.
- O crescimento anual foi de quase 2,5%, o ritmo mais alto desde outubro de 2024.
- O setor de serviços liderou a criação de empregos em março, seguido por construção, atividades administrativas e de serviços, saúde e indústria.
- O desemprego caiu para 2.429.712 pessoas, com recuo de 22.934 em março; o dado desestacionalizado mostrou redução de 15.534 e queda de 6% frente a há um ano.
- Os contratos cresceram 17% frente a fevereiro e 12% em relação a março do ano passado, com 44% dos novos contratos sendo indefinidos; a maior parte são tempo integral.
O mercado de trabalho espanhol manteve ritmo forte em março, mesmo diante da guerra regional. A Segurança Social registrou 211.510 novas vínculos, elevando o total para 21.882.147 cotizantes. O dado desestacionalizado, divulgado pelo governo, aponta avanço superior a 22 milhões de afiliados pela primeira vez, conforme anúncio presidencial nas redes sociais.
O aumento ocorreu em março, mês em que a Semana Santa influencia contratações. O crescimento anual de empregos ficou em quase 2,5%, o mais alto desde outubro de 2024. O avanço foi registrado mesmo em um período de transição entre fim de março e início de abril, com efeitos sazonais já incorporados nos números.
Desempenho por setor
A hotelaria liderou as contratações em março, com quase 80 mil novas afiliadas. Construção teve mais de 17 mil, seguido por atividades administrativas e serviços, com cerca de 17,2 mil. A sanidade e a indústria registraram ganho de empregos relevantes, superiores a 8 mil e 7,3 mil, respectivamente. Outros setores, como lazer, comércio e atividades científicas, tiveram aumentos acima de 5 mil vínculos.
Em paralelo, o Ministério do Trabalho informou que o desemprego ficou em 2.429.712 pessoas, com queda de 22.934 vagas ante fevereiro. O total é o mais baixo para um mês de março desde 2008, ano de início da crise financeira. O dado desestacionalizado sinaliza redução de 15.534 desempregados em março, consolidando a tendência de queda anual de 6%.
Desemprego por setor e região
O serviço público de emprego registrou recuo expressivo no atendimento, com baixa de 18.852 desempregados no setor de serviços. Seguiram na lista construção (queda de quase 6 mil) e indústria ( diminuição próxima de 1,5 mil). O grupo de pessoas que busca colocação pela primeira vez aumentou em 2.881, refletindo o dinamismo do mercado.
Entre as regiões, as principais quedas ocorreram em áreas turísticas: Andaluzia (-8.836), Catalunha (-3.777) e Comunidade Valenciana (-2.467). Em contrapartida, houve aumento de desemprego apenas no País Vasco, comunidade de Madrid e Canárias, ainda que de forma suave.
Qualidade dos contratos
A contratação mostra aquecimento, com avanço de 17% frente fevereiro e 12% contra março do ano anterior. Aproximadamente 44% dos novos vínculos foram estáveis. Entre os contratos fixos, 576.532 foram firmados, sendo 230.440 a tempo completo, 173.608 fixos descontínuos e 135.533 indefinidos a tempo completo. A composição aponta ganho de vagas estáveis e de maior duração, ainda que contratos de curta duração tenham acompanhado o ritmo.
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