- Um atirador em carro abriu fogo em três locais próximos à fronteira com a Cisjordânia, em Israel, matando um homem e ferindo pelo menos cinco pessoas, duas em estado grave.
- O suspeito, árabe-israelense na casa dos vinte anos e residente em Tayibe, foi morto pela polícia após uma breve perseguição; um segundo suspeito foi preso após declarações indicando possível envolvimento.
- Não houve reivindicação imediata de autoria; o Hamas elogiou o ataque, mas não assumiu a responsabilidade.
- O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificou o ataque como terrorista; o presidente Isaac Herzog expressou choque e condolências às famílias.
- O episódio alimenta tensões locais, com debate sobre políticas para árabe-israelenses, incluindo lei de pena de morte para terroristas aprovadas em março e afirmações de ministros ultradireita sobre a aplicação da pena.
Um ataque a tiros em três locais próximos da fronteira entre Israel e a Cisjordânia ocupada deixou um morto e pelo menos cinco feridos, neste domingo 7. O episódio ocorreu em áreas próximas a Kochav Yair, em território israelense, e foi classificado pelas autoridades como ataque terrorista. O atirador fugiu de carro e foi morto pela polícia após breve perseguição. A arma e o veículo usados foram apreendidos.
Segundo a polícia, o suspeito é um cidadão árabe-israelense na casa dos 20 anos, natural de Tayibe, cidade próxima habitada majoritariamente por árabes israelenses. Um segundo suspeito foi detido depois de declarações que indicavam possível envolvimento no ataque.
Após o ocorrido, soldados foram enviados a um local no centro de Israel e a um assentamento próximo na Cisjordânia, conforme informou o Exército. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu informou que a ação foi de caráter terrorista e que houve vitimização de cidadãos israelenses. O presidente Isaac Herzog expressou choque e desejos de recuperação às vítimas.
Suspeitos, resposta política e panorama
A polícia ainda não reivindicou a autoria oficialmente. O grupo Hamas elogiou os ataques, mas não assumiu responsabilidade. Na política interna, Bezalel Smotrich afirmou que é necessária mudança entre árabes israelenses, enfatizando preocupações com terrorismo. Itamar Ben Gvir destacou a aplicação da pena de morte para casos de terrorismo envolvendo cidadãos árabes-israelenses, em linha com propostas já discutidas pelo governo.
A legislação vigente, aprovada em março, prevê pena de morte para palestinos condenados por terrorismo que atinjam cidadãos israelenses. A polícia mantém a investigação para esclarecer motivação e possíveis vínculos entre os suspeitos. Não houve confirmação de ligação entre o ataque e organizações específicas.
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