- O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou uma “revisão real” da presença militar americana na Europa, com possibilidade de reduzir o efetivo em países que investem menos em defesa.
- A revisão condicionaria as contribuições anuais da OTAN ao atendimento das metas de gasto, tornando a OTAN uma via de mão dupla.
- O objetivo é elevar o gasto europeu para 3,5% do PIB até 2035; a Espanha não assinou o acordo, e o Reino Unido passou por mudança de secretário de defesa.
- Estão em estudo cortes que incluem redeploy de um terço dos 150 jatos F-16 e F-15 designados para a OTAN, além de aeronaves de reabastecimento, reconhecimento, bombardeio e drones.
- O governo britânico anunciou gasto de 750 milhões de libras para fornecer drones e mísseis de defesa à Ucrânia, com financiamento via ativos do banco central russo; EUA criticaram restrições de bases europeias para ataques ao Irã.
Pete Hegseth criticou o comportamento de aliados da Otan durante um discurso em Bruxelas, na reunião de ministros da defesa. O objetivo declarado foi pressionar europeus a elevar seus orçamentos de defesa e revisar a presença militar dos EUA na região.
Segundo o ministro da defesa dos EUA, o tom foi de alerta: países que não cumprirem as metas de gasto poderiam ter parte das tropas realocadas. A declaração ocorreu em reunião fechada, com participação de aliados, incluindo o novo secretário britânico de defesa, Dan Jarvis.
Hegseth afirmou que a Otan terá um financiamento condicional, afirmando que as contribuições anuais definirão a relação entre os Estados Unidos e os países-membros. A administração norte‑americana defende que a Europa lidere a defesa do continente frente a ameaças, com meta de 3,5% do PIB até 2035, tema já discutido no encontro anterior em Haia.
Contexto e desdobramentos
O discurso sinalizou uma possível redução de forças em nações de menor gasto com defesa, incluindo a redistribuição de um terço de jatos F-16 e F-15, bem como de aeronaves de reabastecimento e reconhecimento. A proposta pode afetar a capacidade de monitoramento de submarinos russos e o dissuasor da aliança.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou que Hegseth busca manter a pressão sobre os parceiros. Rutte elogiou a transparência das críticas, ressaltando a necessidade de que todos falem claramente entre si. O britânico Dan Jarvis, por sua vez, assumiu em meio à saída de John Healey, que deixou o cargo após o governo anunciar metas de gasto para 2030.
O Reino Unido anunciou, ainda durante a agenda, um pacote de 750 milhões de libras para fornecer drones e mísseis de defesa aérea à Ucrânia, com recursos financiados por empréstimos garantidos por ativos do banco central russo. A medida amplia apoio militar a Kiev sem alterar o montante global do orçamento britânico de defesa.
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