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Plano para preservar áreas úmidas sem frear o desenvolvimento

Estudo propõe offsets com taxa local para equilibrar a preservação de zonas úmidas e o crescimento, reduzindo o risco de enchentes

A new study suggests how to fine-tune policy so that wetlands conservation and economic growth both occur, while limiting flood damage around development.
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  • Estudo propõe substituir mandatos de conservação por créditos de offset negociáveis com imposto local sobre o desenvolvimento, para compensar aumento de risco de enchentes.
  • Foco em Florida, com dados de 1995 a 2020, mostrando ganhos econômicos privados de wetlands de 2,4 bilhões de dólares e potencial prevenção de cerca de 1,6 bilhão de dólares em danos de enchentes.
  • Proposta combina offsets com uma taxa de desenvolvimento varia de forma local para remunerar o aumento do risco de enchente.
  • A abordagem usa impostos tipo pigouviano para internalizar custos de risco de enchentes gerados pelo aumento de desenvolvimento urbano.
  • Trabalho publicado na American Economic Review, autoria de Daniel Aronoff (MIT) e Will Rafey (Universidade da Califórnia em Los Angeles).

A pesquisa apresenta uma alternativa para conciliar preservação de áreas úmidas com o crescimento econômico. O estudo sugere substituir mandatos de conservação tradicionais por offsets comercializáveis, com impostos locais para equilibrar riscos de enchentes.

Segundo a análise, é possível permitir o uso de áreas úmidas por meio da compra de créditos que representam ganhos ambientais gerados em outras áreas do mesmo aquífero, mantendo a função de proteção contra cheias. A proposta incorpora variação de impostos conforme o município.

O foco é a Flórida, estado com concentração de wetlands nos EUA ao lado de Califórnia. Os pesquisadores avaliaram dados entre 1995 e 2020 para estimar ganhos econômicos com desenvolvimento e danos de enchentes, sob diferentes políticas.

A equipe combinou informações de crédito de compensação, transferências a desenvolvedores, registros de preços, mapas de uso do solo, propriedades privadas e dados da FEMA sobre risco de enchentes. A metodologia é granular e voltada para o contexto local.

Os resultados indicam que a política alternativa manteria grande parte dos ganhos privados do comércio de offsets e reduziria significativamente os danos por enchentes, com impactos reduzidos na proteção de áreas úmidas já preservadas.

Detalhes da proposta

A ideia é aplicar um imposto Pigouviano sobre vendedores ou compradores de créditos de offset, igualando o aumento estimado do risco de enchentes criado pelo empreendimento. A Taxação buscará financiar restaurações ou mitigação de danos após eventos.

O estudo destaca que políticas anteriores variavam entre restaurar áreas adjacentes ou adquirir créditos de offsets em áreas distantes, o que aumentava o risco de enchentes em áreas urbanas. A nova abordagem busca balancear custos e benefícios.

Segundo os autores, o modelo mostra que manter parte dos ganhos de desenvolvimento, ao mesmo tempo em que reduz o risco de enchentes, é uma solução prática. A ideia é oferecer uma via viável para gestão integrada de wetlands e atividade econômica.

A pesquisa foi apresentada na edição de maio da revista American Economic Review, com cooperação de pesquisadores da MIT e da UCLA. O trabalho é financiado pela National Science Foundation e por fundos associados.

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