- O Movimento Sustentável, da Tewá 225, promove formação em educação socioambiental para educadores de escolas públicas em seis estados.
- Mais de dois mil estudantes e docentes foram alcançados, envolvendo quarenta escolas e duzentas e sessenta e seis atividades, elaboradas por cento e quarenta profissionais.
- As trilhas formativas seguem a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e houve investimentos entre R$ dois mil e R$ cinco mil para metas concluídas.
- A iniciativa valoriza saberes locais e tradicionais, conectando conteúdos a realidades territoriais, biomas, recursos naturais e mudanças climáticas.
- Desafios incluem evasão escolar, infraestrutura precária e alta rotatividade de docentes; a estratégia é oferecer apoio ao educador e material didático para reduzir a carga de trabalho.
A iniciativa Movimento Sustentável, da Tewá 225, promoveu formação em educação socioambiental para educadores de escolas públicas, atingindo mais de 2 mil estudantes e professores em seis estados. O programa busca integrar saberes locais aos temas de sustentabilidade e mudanças climáticas no currículo. Em seis estados, as formações nasceram como resposta às mudanças climáticas e à necessidade de debater ações de sustentabilidade na escola.
No total, 40 escolas públicas participaram das ações, com foco em fortalecer a compreensão sobre sustentabilidade e a aplicação prática em sala de aula. Foram mobilizados 144 profissionais que elaboraram 266 atividades voltadas aos saberes locais e à relação com os territórios.
Metodologia alinhada à BNCC
A prática pedagógica do Movimento Sustentável segue a Base Nacional Comum Curricular, organizando o aprendizado em ciclos semestrais interconectados. Esse formato visa facilitar a assimilação de conteúdos complexos de forma progressiva e adaptada às realidades municipais.
Adaptação à realidade local
A proposta valoriza a conexão entre conteúdos e culturas locais, incluindo saberes tradicionais presentes nos territórios. Conforme a diretora técnica da Tewá 225, conteúdos sobre biomas e recursos naturais ganham relevância quando dialogam com a realidade do território e com as tradições da comunidade.
Desafios e sustentabilidade da prática
Entre os desafios estão evasão escolar, infraestrutura das escolas e alta rotatividade de docentes. A ideia é evitar carga extra de trabalho para os educadores, inserindo o educador ambiental dentro da escola e oferecendo materiais didáticos pré-elaborados para facilitar as atividades.
Engajamento comunitário
A atuação varia conforme o território, com atuação em comunidades urbanas, rurais e povos tradicionais. Em escolas indígenas, o trabalho é articulado com lideranças locais para transmitir saberes às futuras gerações, envolvendo também famílias e moradores do entorno. O objetivo é que o educador atue como multiplicador dentro de uma rede comunitária.
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