- Bradford Council afirmou que a consulta sobre o Calderdale Energy Park, que planeja 34 turbinas em Walshaw Moor, ficou “bem aquém do padrão” e o impacto em Bradford seria significativo.
- Os planos dizem que a usina poderia gerar eletricidade de baixo carbono suficiente para cerca de 198 mil casas por ano.
- O conselho disse ter sido consultado sobre um conceito abstrato, não sobre um projeto de infraestrutura transparente e cientificamente robusto.
- Questões incluem dúvidas sobre o corredor de cabos que poderia passar por Bradford e falhas na avaliação da paisagem cultural Brontë, com potenciais impactos no turismo e na biodiversidade.
- A decisão final caberá ao secretário de Energia, Ed Miliband; a CEP afirmou ter seguido requisitos legais e ampliado o prazo de consulta, com mais de mil respostas recebidas.
Bradford Council descreveu a consulta sobre o parque eólico em Walshaw Moor como aquém do padrão, segundo a prefeitura. O projeto, proposto pela Calderdale Energy Park, prevê 34 turbinas no páramo próximo a Haworth, entre Hebden Bridge e Haworth, na região de Calderdale.
Os planos apontam que a instalação poderia gerar eletricidade de baixo carbono suficiente para abastecer cerca de 198 mil residências por ano. A empresa afirma ter seguido os requisitos legais e ampliado o período de consulta para estimular o engajamento com a comunidade.
A prefeitura de Bradford informou que não foi suficientemente envolvida no processo de consulta, destacando lacunas em informações ambientais e participação. Questões sobre um corredor de cabos que pode cruzar Bradford também foram citadas como relevantes para o entendimento do projeto.
A proximidade com a cultura associada às Irmãs Brontë, cuja casa de Haworth hoje funciona como museu, elevou o interesse público. Autoridades locais alertaram sobre possíveis impactos no turismo, na biodiversidade e nos vilarejos históricos da área.
Conforme o histórico do projeto, a Calderdale Energy Park já reduziu o número de turbinas propostas, de 65 para 41 em 2025, e para 34 em fevereiro de 2026, após ouvir preocupações de moradores. A cidade de Bradford contesta a avaliação do impacto cultural e ambiental do empreendimento.
O processo de consulta já recebeu mais de 1.000 respostas, segundo a empresa, que afirma ter mantido diálogo com Bradford e outras partes interessadas, visando uma resolução construtiva. Em paralelo, o parecer final caberá ao secretário de Energia, Ed Miliband, para a decisão definitiva.
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