- A fábrica da AGC Chemicals Europe, em Thornton-Cleveleys, perto de Blackpool, lançou Pfoa entre a década de cinquenta e 2012, totalizando cerca de quarenta e nove toneladas, e deixou de usar a substância em dois mil e doze.
- Um screening de câncer realizado entre 2003 e 2022, em áreas a até cinco quilômetros da fábrica, aponta taxas de câncer de rim acima do esperado em duas áreas, mas sem evidência de cluster estatisticamente significante.
- A conclusão do estudo governamental, que avaliou possível ligação com PFAS, foi contestada por especialistas externos, que vêem sinais que merecem avaliação mais aprofundada.
- Autoridades aconselharam moradores a não consumir frutas, verduras ou ovos dentro de um quilômetro da fábrica; uma parcela de terreno próximo à instalação foi classificada como contaminada.
- Há abertura para novas pesquisas e testes de sangue de PFAS; um escritório de advocacia trabalha em potencial ação judicial contra a empresa em nome de moradores de Thornton-Cleveleys.
Doença renal próxima à fábrica de PFAS em Lancashire desperta preocupação, segundo estudo financiado pelo governo. A análise avaliou taxas de câncer de rim em áreas a até 5 km da unidade da AGC Chemicals Europe, em Thornton-Cleveleys, ao norte de Blackpool. Entre 2003 e 2022, o rastreamento apontou duas zonas com incidência elevada, mas sem confirmação de excesso estatístico ou cluster ambiental.
O estudo envolve autoridades locais e nacionais, como o Conselho de Lancashire, a UK Health Security Agency, NHS parceiros, o National Disease Registration Service, o Conselho de Wyre e a Environment Agency. Ao considerar os resultados, a equipe multiagências não identificou evidência de ligação entre contaminação ambiental e aumento consistente de casos de câncer renal.
Críticos afirmam que a conclusão não é conclusiva. Um perito externo, que não participou da pesquisa, aponta que há indícios de maior incidência de câncer renal próximo à fábrica, associada a PFAS. A opinião aponta para limitações do estudo e para a necessidade de novas evidências, incluindo dados de exposições históricas e testes de sangue.
Medidas de proteção já foram adotadas. Testes ambientais levaram a orientações para evitar o consumo de frutas, verduras e ovos produzidos a menos de 1 km da fábrica. Um lote próximo à instalação foi interditado e classificado como área contaminada por conta de PFOA encontrado no solo e em produtos.
Pesquisadores de universidades ressaltam a importância de ampliar a investigação. A médica epidemiologista destaca que o câncer renal é uma das neoplasias associadas ao PFAS e cobra complementaridade de dados históricos. Já especialistas em PFAS sugerem ampliar exames de sangue para avaliar exposição individual.
A AGC Chemicals Europe não respondeu a pedidos de comentário. A empresa já informou, anteriormente, que seus processos químicos são monitorados e obedecem às leis ambientais locais e da União Europeia, mantendo o compromisso com a proteção da saúde ambiental.
Uma firma de advocacy, Leigh Day, acompanha o caso em defesa dos moradores de Thornton-Cleveleys. Ações incluem possível ação judicial contra a empresa e oferta de exames de sangue para avaliar a exposição a PFAS, com apoio de equipes técnicas especializadas. O objetivo é obter um quadro mais claro sobre a relação entre a presença da fábrica, a exposição a PFAS e a saúde da população local.
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