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O que está em jogo para o meio ambiente na próxima eleição colombiana

Segundo turno em Colombia define o rumo ambiental, com impactos na transição energética, direitos comunitários e a proteção da Amazônia e das áreas afetadas pela violência

Colombia’s first round of presidential elections on May 31 saw right-wing candidate Abelardo de la Espriella take the top spot with 43.7% of the vote, followed by left-wing candidate Iván Cepeda, with 40.9%. The future of the Colombian Amazon, the fossil fuel phaseout commitments made by current President Gustavo Petro and the rights of Indigenous peoples and other traditional communities are all at stake during the runoff on June 21.
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  • No dia 21 de junho ocorre o segundo turno das eleições presidenciais, após Abelardo de la Espriella obter 43,7% e Iván Cepeda 40,9%.
  • O futuro da Amazônia colombiana, o andamento da transição para energia sem combustíveis fósseis e os direitos de povos indígenas e comunidades tradicionais estão em jogo.
  • O governo de Gustavo Petro tem metas de redução de emissões e fim gradual de subsídios a combustíveis; analistas dizem que reduções profundas são essenciais, principalmente em desmatamento e agricultura.
  • De la Espriella defende expansão de setores extrativos e mudanças regulatórias para acelerar projetos de exploração, mineração e exportação; Cepeda propõe proteger territórios, promover reforma agrária e reduzir dependência de petróleo.
  • Assuntos de violência, paz e conflitos armados influenciam o ambiente: grupos armados e crimes ambientais aumentam pressão sobre comunidades e ecossistemas, com propostas distintas de manejo e combate.

Abelardo de la Espriella abriu o segundo turno das eleições presidenciais da Colômbia com 43,7% dos votos, seguido por Iván Cepeda, com 40,9%. A disputa, marcada por temas ambientais e sociais, ocorre em meio a promessas de políticas energéticas e de uso da terra que devem impactar a Amazônia, comunidades indígenas e o setor de combustíveis fósseis.

A campanha que será decidida no pleito de 21 de junho envolve propostas distintas sobre o futuro ambiental do país. Cepeda defende expansão da proteção de territórios, redução da dependência de óleo e gás e um impulso à agroindústria de forma que beneficie camponeses e comunidades tradicionais. De la Espriella, por sua vez, privilegia a retomada de setores extractivos e maior abertura a investimentos em mineração e petróleo.

No governo atual, iniciado em 2022, o tema de transição energética ganhou destaque, com metas de reduzir emissões em 51% até 2030 e alcançar zero neto até 2050. Analistas da OCDE apontam avanços, mas ressaltam a necessidade de reduções mais profundas, principalmente em desmatamento e agricultura, bem como reformas para reduzir subsídios a combustíveis fósseis.

Entre os temas em jogo, está o destino da Amazônia colombiana. Dados indicam que grande parte dos blocos de óleo e gás está em áreas de floresta amazônica, com maior atividade em estágios pré-licenciamento e pré-produção. Em caso de vitória de De la Espriella, há expectativa de retorno da exploração de petróleo e gás como prioridade, com desregulamentação para acelerar projetos.

Cepeda propõe transformação estrutural na agricultura, com distribuição de terras, formalização de camponeses e criação de cadeias de produção estratégicas, como algodão, mandioca, cacau e café. O plano dele também aponta para fortalecimento de programas de pesca e aqüicultura, e para uma maior participação de comunidades locais no planejamento ambiental.

A violência ligada ao conflito armado é outro eixo do debate. Estudos associam deslocamentos a aumento de desmatamento, enquanto grupos armados exploram mineração ilegal e uso de mercúrio. Analistas destacam que políticas de segurança mais rígidas podem ter impactos diferentes sobre o meio ambiente, a depender de como a paz é promovida.

Especialistas observam que, desde o acordo de paz de 2016, numerosos grupos dissidentes intensificaram atividades na região amazônica. O tema ambiental tem sido discutido tanto em fóruns internacionais quanto em ações nacionais, com ênfase na necessidade de monitoramento ambiental, combate à mineração ilegal e proteção de comunidades tradicionais.

Para além do cenário ambiental, o pleito também aborda direitos de povos indígenas e de comunidades tradicionais. Cepeda enfatiza o resgate de saberes ancestrais e o diálogo com organizações sociais, enquanto De la Espriella defende retorno de propriedades a camponeses, com ênfase na segurança pública.

Em novembro, a Colômbia relembra o décimo aniversário do acordo de paz com as FARC-EP. Analistas apontam que a implementação ainda é incompleta e que a evolução do conflito e a presença de grupos armados influenciam tanto a segurança quanto a preservação ambiental.

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