Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Fachin espera regras do STF sobre supersalários ainda em junho

Fachin afirma que STF deve concluir em junho regras transitórias para o teto de salários do Judiciário

Fachin na sessão de encerramento do Ano Judiciário 2025. Foto: Rosinei Coutinho/STF
0:00
Carregando...
0:00
  • STF deve concluir ainda em junho o julgamento sobre regras de transição para a limitação de salários no Judiciário.
  • a transição envolve regular as verbas indenizatórias, os chamados penduricalhos, dentro do teto constitucional de 46.366 reais.
  • em março houve limitação de penduricalhos a 35% do salário de ministro; porém a parcela de valorização por tempo de carreira pode levar vencimentos a 78,8 mil.
  • Fachin afirma que será apresentado ainda neste ano um anteprojeto de lei federal para tratar do tema de forma nacional.
  • o ministro também destacou a previsão de portal de transparência das remunerações e a criação de um código de ética no STF.

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, afirmou nesta sexta-feira (19) que o tribunal pretende concluir ainda em junho o julgamento sobre as regras de transição para a limitação dos salários no Judiciário. O foco é estabelecer um caminho entre o regime atual, com verbas indenizatórias conhecidas como penduricalhos, e o teto constitucional, equivalente aos vencimentos de um ministro, hoje em 46.366 reais.

Segundo Fachin, a ideia é definir um conjunto de regras transitórias que respeite o teto e as normas constitucionais, reduzindo distorções associadas às verbas indenizatórias. O anúncio ocorreu durante o seminário A Justiça do Amanhã, no Rio de Janeiro, promovido pela Republica.org e pelo IDG.

A decisão de março já havia limitado penduricalhos a integrantes do Judiciário e do Ministério Público em todo o país. O STF permitiu, porém, a continuidade de um benefício específico, a parcela de valorização por tempo de antiguidade, que pode acrescentar até 35% ao salário, elevando a remuneração total para cerca de 78,8 mil reais.

Para Fachin, a lei federal de alcance nacional é uma ferramenta essencial para enfrentar o tema de forma estruturante. Ele informou que o anteprojeto deve ficar pronto ainda neste ano e ter participação de diversos setores da sociedade. Em maio, manteve diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sobre o assunto.

O ministro destacou que a nova lei deve trazer clareza sobre qual remuneração a sociedade admite pagar aos juízes ao longo da carreira, de forma a irradiar a definição para outras carreiras. Fachin também ressaltou a importância de tornar mais transparente a remuneração no Judiciário, sinalizando a criação de um portal com dados sobre salários dos 18 mil magistrados do país, preservando informações sensíveis.

Além disso, Fachin mencionou a elaboração de um código de ética para o STF, a ser apreciado pelos ministros, para reger a participação de autoridades em eventos e palestras. A iniciativa ocorre em meio a investigações envolvendo o Banco Master e menções a ministros da Corte.

O ministro também tratou da sobrecarga de judicialização no País, destacando o volume de processos: 44 milhões decididos no ano anterior e 39 milhões novos casos apresentados. O estoque chegava a 75 milhões no fim de 2025, com 20 mil processos no STF para 11 ministros, ainda que haja vagas ociosas.

Por fim, Fachin mencionou o uso da inteligência artificial como aliada do Judiciário, para automatizar tarefas repetitivas. Ainda assim, ele enfatizou que a tecnologia não substitui a prudência humana, a empatia e o discernimento necessários para cada caso.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais