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Cármen Lúcia fixa 5 dias para defesa de Moro em ação contra Gilmar Mendes

Cármen Lúcia fixa prazo de cinco dias para defesa de Sérgio Moro em ação penal por calúnia contra Gilmar Mendes no STF

Ex-juiz Sérgio Moro. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
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  • A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, deu prazo de cinco dias para o senador Sérgio Moro apresentar defesa prévia em ação penal por calúnia contra Gilmar Mendes.
  • A decisão foi tomada após a Primeira Turma rejeitar, em sessão virtual realizada entre 13 e 20 de março, o recurso de Moro contra a decisão que o tornou réu no STF.
  • O processo envolve um vídeo em que Moro, durante uma festa junina, ironizava Gilmar Mendes, insinuando corrupção passiva.
  • A Procuradoria-Geral da República afirma que Moro, de livre vontade e consciência, caluniou o ministro Gilmar Mendes ao imputar-lhe falsamente o crime.
  • A defesa de Moro afirmou que o senador sempre manteve respeito pelo STF e repudiou a denúncia apresentada pela PGR, alegando falta de base e sem ouvir previamente o senador.

A ministra Cármen Lúcia, do STF, determinou o envio de defesa prévia em cinco dias para o senador Sérgio Moro em ação penal que o investiga por calúnia contra o ministro Gilmar Mendes, decano da Corte. A ordem foi formalizada durante a pauta da Primeira Turma.

A decisão envolve um processo que já tinha Moro como réu após rejeição de recurso apresentado pelo senador. O julgamento ocorreu em sessão virtual entre 13 e 20 de março, quando os ministros defenderam a continuidade da ação.

A PGR acusa Moro de ter caluniado o ministro Gilmar Mendes ao imputar-lhe, de forma falsa, o crime de corrupção passiva. O episódio envolve um vídeo postado nas redes sociais em que Moro ironizava Mendes durante um evento público.

O vídeo ocorreu em uma festa junina, momento em que Moro comentou uma acusação ligada ao decano da Corte. A defesa de Moro explicou que o senador não teve intenção de ofender e questionou a condução da denúncia pelo Ministério Público.

À época, a assessoria de Moro reiterou que ele sempre manteve respeito pelo STF e por seus ministros, negando qualquer intenção de ofensa e dissociação com relação ao tribunal.

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