- Experts alertam que o programa SAVE, ampliado para detectar não cidadãos cadastrados para votar, centraliza dados de votação de forma arriscada e sujeita a erros.
- Do DOJ, 16 estados concordaram em repassar listas completas de registro eleitoral; dois, Texas e Alaska, adotaram a purga de eleitores considerados inelegíveis.
- Em Texas, auditoria identificou 2.724 potenciais não cidadãos em mais de 18 milhões de registros; autoridades locais devem investigar.
- Especialistas destacam que o SAVE é uma “fotografia de momento” e pode não confirmar cidadania, além de levantar riscos de privacidade e intimidação.
- Críticos afirmam que governos federal, ao ampliar o acesso a dados de votação, pode afetar direitos de voto e aumentar pressão sobre eleitores.
A poucos meses das eleições de meio de mandato de 2026, especialistas alertam para o risco de centralizar dados de eleitores por meio do Programa de Verificação Sistemática de Estrangeiros para Benefícios (SAVE), criado em 1987 e ampliado pela gestão de Donald Trump para supostamente identificar não cidadãos votantes. A iniciativa é vista como procuradoria de dados sensíveis com margem de erro elevada.
Analistas dizem que o SAVE consulta bases federais para verificar status imigratório e pode exigir que estados forneçam listas completas de eleitores para cruzamento de informações. Em quinze estados, houve pedidos para entregar dados de registro, e apenas dois estados concordaram em aplicar uma purga majoritária; outros resistem ou questionam a legalidade da medida. O governo sustenta a autoridade para manter listas limpas de eleitores federais.
Em outubro de 2025, ais auditadas positivas apontaram discrepâncias: milhares de registros de eleitores podem ter sido sinalizados como potenciais não cidadãos. O SSA, responsável pelos dados, admite que informações são apenas uma foto no tempo e não indicam cidadania com definitividade. Pesquisas apontam que casos de votação por não cidadãos são extremamente raros, o que reforça críticas à eficácia e aos riscos do SAVE.
Riscos e impactos
Especialistas destacam que a ferramenta pode gerar falhas que levam ao bloqueio indevido do direito de voto, além de ampliar a exposição de dados sensíveis. Há preocupações de que a centralização facilite pressões ou intimidações para quem vota, especialmente diante de possíveis auditorias ou investigações.
Além disso, há debates sobre a abrangência de autoridades: críticos lembram que estados administram as eleições e já possuem mecanismos de verificação, e que a expansão do SAVE pode ampliar o controle federal sobre processos eleitorais. Organizações de defesa de privacidade alegam que o sistema oferece pouca transparência e riscos de vazamento de informações.
O governo sustenta que a verificação busca manter listas eleitorais limpas, enquanto defensores da privacidade enfatizam a necessidade de salvaguardas robustas. O tema envolve também a possibilidade de uso de dados para fins distintos do voto, elevando preocupações sobre direitos civis e integridade eleitoral.
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