- O presidente do Equador, Daniel Noboa, declarou nesta terça-feira, 16, novo estado de exceção em 10 das 24 províncias devido ao aumento da violência ligada ao narcotráfico.
- O estado terá duração de 60 dias e autoriza o envio de militares às ruas; encerrou-se em 1º de junho o anterior estado de exceção de 60 dias, que incluiu toque de recolher em Quito e Guayaquil.
- Desde a posse, em novembro de 2023, Noboa tem usado esse instrumento para enfrentar facções que atuam também no garimpo ilegal, na extorsão e no sequestro.
- Segundo o decreto, foram registrados 879 homicídios nas províncias sob estado de exceção entre 1º de maio e 12 de junho, com a indicação de reconfiguração criminosa em diversas regiões.
- Há sinais de violência crescente em Guayas, Manabí, El Oro, Los Ríos e Santo Domingo de los Tsáchilas; impactos na Azuay; aumento em Santa Elena e Esmeraldas; novas modalidades em Pichincha; estruturas armadas de origem colombiana em Sucumbíos; e declaração de exceção também para La Maná, Las Naves e La Troncal.
O presidente do Equador, Daniel Noboa, decretou nesta terça-feira 16 um novo estado de exceção em 10 das 24 províncias do país, em função do aumento da violência associada ao narcotráfico. A medida terá duração de 60 dias e autoriza o envio de militares às ruas.
O governo destacou que, 1º de junho, terminou um estado de exceção de 60 dias acompanhado de toque de recolher em Quito, Guayaquil e outras localidades de importância estratégica para o tráfico de drogas.
Segundo o decreto, a violência criminosa no território nacional se reorganiza constantemente, com 879 homicídios entre 1º de maio e 12 de junho nas províncias sob exceção. A reconfiguração ocorre em vários polos do país.
Relatórios apontam mudanças nas dinâmicas em Guayas, Manabí, El Oro, Los Ríos e Santo Domingo de los Tsáchilas, além de cenários de alto impacto na Azuay. Há aumento de violência em Santa Elena, Esmeraldas e Pichincha, com estruturas armadas de origem colombiana em Sucumbíos.
As cidades La Maná, Las Naves e La Troncal também foram incluídas no estado de exceção. Noboa determinou a suspensão dos direitos à inviolabilidade de domicílio e de correspondência, conforme o decreto.
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