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Como criar programa de compliance digital sem frear a inovação

Com fiscalização da ANPD mais rígida e ataques cibernéticos em alta, empresas buscam compliance digital que proteja dados sem frear a inovação

Seis mitos sobre cibersegurança que ainda colocam empresas em risco
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  • A ANPD intensificou a fiscalização em meio ao aumento de ataques cibernéticos, buscando assegurar proteção de dados sem frear a inovação.
  • O compliance digital moderno deve funcionar como cinto de segurança, não como freio, ajudando a ganhar confiança do mercado e escalabilidade sustentável.
  • Privacidade desde o início do projeto: incorporar privacidade desde o primeiro dia do desenvolvimento, evitando retrabalho e custos maiores depois.
  • Automação no lugar de planilhas: usar ferramentas que verifiquem conformidade e gerem relatórios automaticamente, reduzindo erros e tempo de produção.
  • Regras de risco no lugar de proibições: estabelecer critérios de risco e orientações de proteção para aprovar uso de soluções, mantendo autonomia com segurança.
  • Treinamentos práticos e contextualizados: ações curtas e próximas da rotina do time, com exemplos reais para melhorar adesão às práticas de compliance.

O Brasil vive um aumento de ataques cibernéticos e a fiscalização da ANPD se tornou mais rígida para empresas de todos os portes. O cenário coloca o compliance digital no centro da agenda, buscando segurança de dados sem frear a inovação.

Especialistas apontam que o desafio não está apenas nas regras, mas na forma como são incorporadas ao fluxo de trabalho. O objetivo é manter a proteção como ferramenta de confiança, não como entrave aos projetos.

Ricardo Maravalhas, CEO da DPOnet, resume a mudança de perspectiva: o compliance digital deve funcionar como cinto de segurança, garantindo avanço responsável e escala sustentável. Cinco caminhos são destacados para equilibrar dados e agilidade.

Privacidade desde o início do projeto

Incorporar a equipe de privacidade apenas no fim é erro recorrente e caro. O conceito de compliance by design pede pensar as regras desde o começo do projeto, antes da codificação. Assim, reduz-se retrabalho e gastos corretivos.

A ideia é evitar correções maiores no caminho, mantendo o foco no desenvolvimento com conformidade integrada desde a concepção.

Automação no lugar de planilhas

Processos manuais para checagem de dados atrasam equipes de desenvolvimento. Ferramentas que automatizam verificações de conformidade e geram relatórios diminuem esforço humano e margem de erro.

Segundo especialistas, o uso de tecnologia sustenta o compliance sem adicionar burocracia às equipes com prazos apertados.

Ambiente de testes com dados fictícios

Sandboxes permitem testar IA e soluções experimentais sem expor dados reais. Ambientes isolados simulam condições reais com informações falsas.

Essa prática facilita erro controlado, ajustes rápidos e menos risco para a operação e para dados de clientes, ampliando a capacidade de inovação com segurança.

Regras de risco no lugar de proibições

Bloquear ferramentas cria contornos informais e fragiliza a segurança. A abordagem eficaz estabelece critérios de risco claros e orienta sobre camadas de proteção, como criptografia e autenticação em dois fatores.

A lógica transforma não pode em como fazer, mantendo controle e autonomia.

Treinamentos práticos e contextualizados

Palestras extensas sobre legislação costumam ter pouco efeito. Treinamentos curtos e voltados ao dia a dia de desenvolvimento geram adesão mais consistente.

Ao ligar regras de compliance ao cotidiano das equipes, a prática se torna natural e contínua, fortalecendo a cultura de proteção de dados.

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