- O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou, na noite de quinta-feira, 28, que classificará o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
- A divulgação ocorreu na mesma semana em que Flávio Bolsonaro se reuniu com Donald Trump e com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
- No Planalto e entre instituições que combatem o crime organizado, o tom é de apreensão quanto aos efeitos práticos da medida.
- O promotor Lincoln Gakiya, do Ministério Público de São Paulo, afirmou que a decisão é “muito grave” e pode interferir em investigações contra o crime organizado.
- O assunto é um podcast apresentado por Natuza Nery, com a participação de Lincoln Gakiya como convidado.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou na noite de quinta-feira, 28, que vai classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A medida foi comunicada de forma oficial pelos EUA, em meio a um contexto de intensificação da atuação contra o crime organizado.
A decisão ocorreu na mesma semana em que o senador Flávio Bolsonaro se reuniu com o ex-presidente Donald Trump e com o secretário de Estado americano, Marco Rubio. No Palácio do Planalto e entre instituições de combate ao crime, o tom é de apreensão quanto aos impactos práticos da classificação.
Convidado: Lincoln Gakiya, promotor de justiça do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo, participou da análise no podcast O Assunto.
A avaliação inicial de autoridades brasileiras aponta para efeitos relevantes na cooperação entre países, bem como para possíveis repercussões em investigações em curso. A decisão dos EUA pode alterar o enquadramento legal de atividades ligadas às facções.
A conversa com Gakiya foi veiculada no podcast O Assunto, apresentado por Natuza Nery e produzido por equipe da Folha, com participação de especialistas. A entrevista trouxe explicações sobre como a classificação pode influenciar ações de persecução penal.
Impactos práticos esperados
A medida norte-americana pode complicar fluxos de cooperação entre as autoridades brasileiras e estrangeiras, além de afetar controles de financiamento e recursos esportando-se para ações de combate ao crime organizado. A repercussão depende de alinhamentos legais entre os dois países.
Instituições no Brasil avaliam a possibilidade de ajustes em estratégias de investigação, com foco em cooperação internacional, compartilhamento de informações e medidas de sanção a indivíduos ligados às facções. O tema segue em avaliação entre órgãos de segurança e Ministério Público.
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