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Estreito de Øresund, nova fronteira da guerra híbrida da Rússia contra a OTAN

Estreito de Øresund torna-se fronteira estratégica, com a frota fantasma russa movendo hidrocarbonetos pelo canal, aumentando tensões e vigilância na região

Un policía, durante la reunión de ministros de Exteriores de la OTAN, el 21 de mayo en Helsingborg (Suecia).
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  • O estreito de Oresund, entre suecia e dinamarca, continua sendo a passagem-chave do Báltico para o Atlântico e hoje figura na agenda de guerra híbrida entre Rússia e OTAN.
  • Em mil vinte e cinco, autoridades nórdicas verificaram ao menos 292 barcos vinculados à Rússia cruzando pela região, em direção ao Atlântico, parte da chamada frota fantasma.
  • Esses navios têm estruturas de propriedade opacas, mudam de bandeira e são usados para movimentar hidrocarbonetos, muitas vezes com contratados armados a bordo ligados a empresas paramilitares com vínculos com o Kremlin.
  • A Suécia aprovou mudanças legais ampliando os poderes da Guarda Costeira para solicitar informações de seguros e monitorar navios em trânsito nas águas suecas e na zona econômica do Báltico.
  • Em Helsingborg, moradores e autoridades veem o estreito como parte da arquitetura defensiva da OTAN, destacando riscos ambientais e episódios de sabotagem a cabos submarinos e outras infraestruturas.

O estreito de Oresund, entre Suécia e Dinamarca, tornou-se um eixo-chave da guerra híbrida entre Rússia e OTAN. Navios vinculados à Rússia movimentam petróleo do Báltico para o mar do Norte, contornando sanções. A região recebe reforços e vigilância constantes.

Em Helsingborg, o porto e a terminal de ferris operam com alta atividade. Caminhões frigoríficos aguardam carga ao lado de carros, bicicletas e trabalhadores que cruzam o estreito, que liga Helsingborg a Helsingør em apenas quatro quilômetros. A fronteira parece permeável.

Segundo autoridades suecas, o estreito continua a ser uma via essencial para o tráfego marítimo do Báltico, incluindo mercadorias, energia e cabos de dados. No entanto, tornou-se também praça de atuação de uma chamada frota fantasma, usada para contornar sanções.

Conflito nas sombras

Barcos aposentados, com registros e bandeiras variáveis, formam a chamada frota fantasma. Operam sob empresas com vínculos com o Kremlin, servindo para transporte de hidrocarbonetos e para atividades de proteção de carga. Muitas vezes recebem contratados armados a bordo.

Há relatos de que esses navios podem estar ligados a empresas paramilitares associadas ao Kremlin, sem que haja confirmação oficial de participação militar russa. Ainda assim, as autoridades destacam o risco de uso militar indireto.

Incidentes no Báltico

Desde outubro de 2023, autoridades da região registraram danos a cabos submarinos e a outras infraestruturas críticas, com participação de navios vinculados a portos russos ou à frota fantasma. Em alguns casos, os barcos estavam próximos de operadoras de telecomunicações.

Em Helsingborg, políticas de segurança ganharam importância. O governo sueco ampliou poderes da Guarda Costeira para solicitar informações de seguros e monitorar navios em trânsito no mar Báltico, mesmo quando não há provas de atividade criminosa.

Impacto regional

Especialistas divergem, mas apontam que a presença da OTAN na região, com finlandeses e suecos aderindo à aliança, fortaleceu a posição estratégica do Báltico. Helsingborg passou a representar um ponto crítico de vigilância e controle logístico.

A cidade mantém o cotidiano típico, com turismo e comércio, enquanto observa o crescente papel de cabos, gás e atividades navais. Búnqueres históricos da II Guerra Mundial relembram a antiga função de defesa da região.

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