- Polônia retira a Ordem da Águia Branca, a maior condecoração do país, dada a Zelensky em abril de 2023.
- Zelensky batizou uma unidade militar com o nome do Exército Insurgente Ucraniano (UPA), o que gerou controvérsia.
- A Polônia afirma que o UPA matou cerca de 100 mil civis poloneses durante a Segunda Guerra Mundial, no que hoje é o oeste da Ucrânia, considerado genocídio.
- O presidente polonês Karol Nawrocki disse que, para a maioria da sociedade polonesa, o UPA continua sendo responsável por crimes brutais contra poloneses na Segunda Guerra Mundial.
- O chanceler da Ucrânia, Andrii Sybiha, classificou a decisão como desrespeitosa e erro estratégico, dizendo que apenas Moscou ganha com ela.
Polônia retira a condecoração concedida a Zelensky em 2023. O presidente polonês Karol Nawrocki anunciou a retirada da Ordem da Águia Branca, a mais alta honraria do país, dedicada ao presidente ucraniano Volodimir Zelensky. A decisão ocorreu nesta sexta-feira, 19.
A ação ocorreu após Zelensky ter batizado uma unidade militar com o nome Exército Insurgente Ucraniano, UPA. A Polônia considera o UPA responsável por crimes contra civis poloneses durante a Segunda Guerra Mundial.
Segundo o governo polonês, o UPA assassinou aproximadamente 100 mil civis poloneses no que hoje é o oeste da Ucrânia, em uma leitura que sustenta tratar-se de genocídio. Nawrocki afirmou que, para a sociedade polonesa, o grupo continua ligado a crimes graves.
O chanceler da Ucrânia, Andrii Sybiha, classificou a retirada como desrespeitosa e um erro estratégico. Em declaração divulgada, disse que apenas Moscou se beneficia com a decisão polonesa, considerando-a imprudente.
Historicamente, o UPA foi o braço militar de um movimento pela independência ucraniana, com ações contra o Exército soviético e confrontos com a resistência polonesa. Em alguns momentos houve cooperação com os nazistas, em outros, oposição.
Na prática, a Polônia abriga quase 1 milhão de refugiados ucranianos. Dados da Eurostat sustentam esse volume, enquanto uma pesquisa recente do Onet.pl indica que 65% dos poloneses acreditam que a decisão de Zelensky prejudica as relações bilaterais.
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