- A Polícia Federal deflagrou a nona fase da Operação Compliance, atingindo o senador Jaques Wagner por suspeitas de favorecimento ao Banco Master.
- A investigação aponta possível recebimento de benefícios indevidos, como um apartamento de luxo e repasses para empresas da família, em troca de atuação no Senado a favor dos interesses do banco.
- A chamada emenda Master buscaria elevar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, o que — se aprovada — poderia gerar prejuízo bilionário ao fundo em caso de intervenção no Master.
- O ministro André Mendonça tem conduzido o caso no STF com firmeza, mantendo as investigações e prisões de familiares do banqueiro Vorcaro, enfrentando resistência interna de outros ministros.
- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, demonstra preocupação com possível alcance das investigações a ele, relacionado a gestores de fundos de pensão no Amapá que investiram no Master; ele nega qualquer delação premiada.
A Polícia Federal deflagrou a 9ª fase da Operação Compliance, atingindo o senador Jaques Wagner por suspeitas de favorecimento ao Banco Master. O avanço das investigações ocorre em meio a decisões do STF sobre prisões ligadas ao caso, gerando apreensão na cúpula do Senado. A ação envolve apuração de benefícios recebidos por meio de empresas da família do parlamentar.
A investigação envolve a análise de possíveis benefícios indevidos, como um apartamento de luxo e repasses financeiros, totalizando milhões de reais. A suspeita é de que Wagner atuaria no Senado para favorecer interesses dos donos do Master em projetos que elevassem garantias para investidores da instituição.
A 9ª fase não apenas expõe Wagner, como também acende questionamentos sobre eventuais vínculos com o tema, inclusive em relação a outros políticos citados no inquérito. As informações são parte de um complexo de diligências em curso.
Emenda Master e o Fundo Garantidor de Crédito
A chamada emenda Master envolve a ampliação da cobertura do Fundo Garantidor de Crédito de 250 mil para 1 milhão de reais. O FGC funciona como seguro para investidores, e a proposta é vista como fator que elevaria o risco de prejuízo ao fundo, caso o Banco Master viesse a entrar em dificuldades.
Segundo apuração, o Master utilizava essa garantia para oferecer títulos com rendimentos elevados. Caso a emenda fosse aprovada, os custos do fundo seriam potencialmente maiores, o que tem sido alvo de avaliação entre investigadores e especialistas.
Repercussões no STF e no Senado
O ministro André Mendonça tem mantido o foco na continuidade das investigações, com cautela para evitar interpretações de perseguição. Ele sustenta decisões que preservam prisões de familiares do empresário envolvido, enfrentando resistências de outros ministros.
Davi Alcolumbre, presidente do Senado, expressou preocupação com a possibilidade de desdobramentos alcançarem gestores de fundos de pensão no Amapá, que investiram recursos significativos em papéis do Master. O senador também negou qualquer relação com delações premiadas.
Reações dos envolvidos
Jaques Wagner e Ciro Nogueira afirmam que contatos com empresários integram a rotina parlamentar e negam irregularidades. Wagner disse ter votado contra a emenda que beneficiaria o banco, reforçando a defesa de inocência. Alcolumbre defende o respeito à presunção de inocência.
As informações, apuradas pela equipe da Gazeta do Povo, seguem em apuração. A reportagem completa está disponível para leitura adicional, com detalhes sobre o andamento das investigações.
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