- Zelensky aceitou a oferta de Lula para ajudar na negociação de paz entre Ucrânia e Rússia.
- Lula sugeriu buscar os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU como mediadores.
- Lula afirmou que já conversou com todos os permanentes e pretende retomar os contatos para avançar na questão.
- Os dois se reuniram à margem da cúpula do G7, em Evian-les-Bains, para discutir caminhos diplomáticos e tentar obter resultados.
- A mediação liderada pelos Estados Unidos ficou estagnada; Zelensky pediu a retomada dos esforços de mediação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para facilitar um encontro com Putin.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, aceitou a oferta de mediação do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva para contribuir na busca de um acordo de paz com a Rússia. A informação veio de um assessor da Presidência ucraniana.
Segundo Dmytro Lytvyn, assessor de comunicação, Lula sugeriu, em conversa com Zelensky, buscar o apoio dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU para facilitar negociações. A ideia é atuar junto aos cinco membros com poder de veto.
Lula informou, em coletiva de imprensa, que já manteve contatos com os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança e pretende retomar as conversas. O objetivo é criar condições para um cessar-fogo e avancar nas negociações.
O encontro entre Zelensky e Lula ocorreu à margem da cúpula do G7, em Evian-les-Bains, na França. O momento foi utilizado para discutir formas de pressionar a Rússia e facilitar um caminho para a paz.
De acordo com o assessor ucraniano, o objetivo é que os dois presidentes avancem com base em propostas e contatos realizados, buscando um resultado que possa ser levado às conversas com a Rússia.
A iniciativa de mediação interna inclui ampliar contatos com os Estados Unidos, França e Reino Unido, além de manter diálogo com a China e a Rússia. Pressões anteriores para negociações ficaram estagnadas.
A Ucrânia tem recorrido a meios diplomáticos para revitalizar as negociações, após esforços liderados pelos EUA terem entrado em ponto morto, em meio a divergências sobre concessões territoriais. Zelensky também pediu apoio para um encontro entre ele e Putin, que ainda não ocorreu.
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