- A União Europeia (veinte e sete) adotou conclusões mais duras sobre a política de assentamentos de Israel e a crise em Gaza, pedindo ações rápidas e novas opções de sanções comerciais contra os asentamentos na Cisjordânia.
- O texto final enfatiza que a paciência com o governo de Benjamin Netanyahu acabou devido à violência dos colonos e à falta de avanços humanitários em Gaza.
- O Conselho Europeu pede que a Comissão Europeia apresente propostas de sanções até o encontro do Conselho em de julho de 2026, diante do agravamento da situação.
- Países já defendem sanções comerciais aos asentamentos, incluindo proibição de produtos na União Europeia, com apoio de pelo menos dez países, e outros estariam abertos a discutir medidas.
- O primeiro-ministro da Irlanda, Michéal Martin, disse que é necessário enviar uma sinalização clara de que a Europa não tolera a situação, mantendo o foco nas colonizações e na diferenciação entre território de Israel e asentamientos.
A União Europeia intensificou a pressão sobre Israel por sua política de assentamentos em Cisjordânia e pela inação humanitária em Gaza. O bloco pediu novas opções de sanções comerciais contra as colônias ilegais, após a violência de colonos e o tratamento de moradores.
Os 27 líderes, reunidos emBruxelas, adotaram conclusões mais duras que as anteriores, cobrando ações rápidas contra a expansão dos assentamentos. A posição acontece em meio ao despejo de críticas à gestão de Netanyahu e ao agravamento da crise humanitária.
A UE também aponta para a necessidade de diferenciar claramente território israelense de assentamentos e de reverter a lei de pena de morte aplicada a palestinos. O texto ressalta o risco legal e reputacional para empresas ligadas a assentamentos.
Pressão sobre sanções
Frente à comissão europeia, há demanda por propostas rápidas de sanções. Fontes diplomáticas dizem que o consenso está próximo para apresentar opções ao Conselho em julho. A ideia é sinalizar que o tema não pode ser ignorado.
Várias capitais defendem sanções comerciais contra os assentamentos, incluindo proibições a nível europeu de seus produtos. Países como Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Irlanda e Suécia apoiam ou avaliam medidas de impacto.
O primeiro-ministro irlandês, Michéal Martin, que preside a UE, pediu clareza sobre as opções e disse que Europa precisa agir para Gaza, Cisjordânia e Líbano. A posição pode pressionar a Comissão a avançar com propostas consistentes.
Olhar para as propostas da Comissão
Kaja Kallas, alta representante da UE para Relações Exteriores, sinalizou apoio a novas opções, após reunião de ministros em Luxemburgo. Contudo, o governo alemão, liderado por Ursula von der Leyen, tem resistido a apresentar propostas sem garantias de apoio.
Mesmo com reservas, o bloco mantém o objetivo de manter a pressão sem expor divisões entre os Estados-membros. A avaliação é de que medidas bem calibradas podem reforçar a posição europeia sem provocar rejeição ampla.
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