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Maior crise de cibersegurança da história está próxima e o mundo não está preparado

Crise quântica se aproxima: Q-Day pode comprometer criptografia atual; migração para pós-quântica é lenta e pouco preparada.

Infraestrutura em risco: criptografia que protege bancos, e-mails e criptoativos pode ser quebrada por computadores quânticos antes de 2030 (Imagem gerada por IA)
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  • O Q-Day é quando um computador quântico passa a conseguir quebrar grandes chaves de criptografia que protegem bancos, e-mails e criptoativos; a data exata não é conhecida, mas o prazo está encurtando.
  • Em menos de um ano, três artigos reduziram drasticamente os recursos quânticos necessários para comprometer sistemas criptográficos, marcando a maior mudança desde o algoritmo de Shor, de 1994.
  • Uma pesquisa do Google Quantum AI mostra que o RSA‑2048 pode ser quebrado com menos de 100 mil qubits físicos, uma redução de cerca de dez vezes em relação a estimativas anteriores.
  • A arquitetura Pinnacle da Iceberg Quantum sugere que RSA‑2048 pode ser quebrado com menos de 100 mil qubits físicos, indo além das estimativas anteriores.
  • O Google Quantum AI, em parceria com a Ethereum Foundation e Stanford, mostrou que a criptografia de curva elíptica usada por Bitcoin e outras criptomoedas pode ser comprometida com menos de 500 mil qubits físicos, em minutos, aumentando o risco de ataques “collect now, decrypt later”; autoridades e empresas já discutem migração para criptografia pós‑quântica e prazos variam, com 2035 citados por autoridades federais e 2029 para algumas grandes empresas.

O Q-Day, o marco em que um computador quântico passará a quebrar as chaves de criptografia, pode ocorrer antes do previsto. O prazo para a migração a padrões quânticos não está fixo, mas avanços recentes reduziram o tempo necessário para comprometer sistemas que protegem bancos, e-mails e criptoativos.

Em menos de um ano, três artigos científicos reviram as estimativas sobre a quantidade de recursos quânticos necessários para derrubar criptografia amplamente usada. As novas leituras apontam mudanças históricas na avaliação de risco para a economia digital global.

Mudanças disruptivas

Pesquisas indicam que o RSA, antes dependente de cerca de 20 milhões de qubits para ser quebrado, pode ser vulnerável com menos de 1 milhão de qubits, graças a avanços algorítmicos e de arquitetura. A liderança vem de Craig Gidney, do Google Quantum AI.

Outra linha de pesquisa, liderada pela Iceberg Quantum, introduziu a arquitetura Pinnacle com códigos QLDPC, reduzindo ainda mais a necessidade para menos de 100 mil qubits físicos. A aproximação aponta para uma nova fronteira na criptografia.

O terceiro estudo envolve o Google Quantum AI, Justin Drake e Dan Boneh. Em conjunto, mostrou que criptografia de curva elíptica que protege Bitcoin e Ethereum pode ser fragilizada com menos de 500 mil qubits físicos, muito abaixo dos 9 milhões estimados anteriormente.

Pesos para o mercado e prazos

Sob condições ideais, o Google estima probabilidade significativa de derivar chaves privadas de Bitcoin antes da confirmação de transação, em vez de dias. O tempo médio de bloco na rede é de 10 minutos, o que aumenta a urgência de atualização.

Dados de segurança quântica já saem do papel para o terreno prático. A Fortinet aponta ataques do tipo “coletar agora, decifrar depois” em andamento, mirando dados com valor de longo prazo, como segredos de Estado.

Profissionais alertam que prontuários de saúde e informações genéticas são alvos prioritários, dada a duração da sensibilidade dessas informações. A atualização de software não resolve o problema original, destacam especialistas.

Preparação institucional

Pesquisas de 2025 indicaram que apenas 5% das organizações possuem estrutura para lidar com a ameaça quântica. Mais de 90% ainda não estabeleceram planos de resposta. Estimativas de 2023 ameaçam impactos sistêmicos em pagamentos interbancários caso haja ataque quântico.

Em Washington, o Ano da Segurança Quântica, lançado em janeiro de 2026, busca ampliar a conscientização e a migração para padrões pós-quânticos. A Casa Branca recomenda 2035 como prazo para adoção ampla entre órgãos federais.

Internacional e ritmo da transição

Na Europa, 18 países assinaram uma declaração para acelerar a migração até 2030, com adoção ampla até 2035. O ritmo, porém, é apontado como o maior gargalo da transição, exigindo investimentos financeiros e técnicos significativos.

O Google anunciou que migrará toda a sua infraestrutura para criptografia pós-quântica até 2029. A Cloudflare adotou o mesmo prazo, sinalizando compromisso público com a antecipação da proteção.

Desafios de implementação

Especialistas ressaltam que migrações criptográficas históricas levaram entre 10 e 20 anos, e o ritmo atual é desafiador. Se um computador quântico surgir rapidamente, a transição pode não estar concluída a tempo.

Atenção continua voltada a mecanismos de mitigação de riscos, como adopção de padrões pós-quânticos e planejamento de atualização de sistemas. A comunidade técnica reforça a necessidade de preparação global e coordenada.

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