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Ataques israelenses e tropas dos EUA pressionam papel do Paquistão como mediador

Ataques de Israel e aumento de tropas dos EUA no Golfo colocam o Paquistão sob pressão como mediador entre EUA e Irã

Pakistan’s de facto leader, military chief Field Marshal Asim Munir, has Donald Trump’s ear.
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  • Bombardeios israelenses a alvos civis no Irã e o aumento de tropas americanas no Golfo fortalecem a pressão sobre as negociações entre EUA e Irã, com o Paquistão tentando mediar.
  • O governo paquistanês, liderado pelo chefe do exército, busca usar sua posição neutra para sediar eventuais conversações entre as partes, atuando como intermediário entre Washington e Teerã.
  • Islamabad vê risco de que Israel atrapalhe as negociações, enquanto Teerã exige proteção contra ataques futuros e garantias de fim da guerra.
  • O Paquistão tenta manter conversas indiretamente, com delegações de EUA e Irã em salas separadas, e com o Paquistão atuando como facilitador entre as partes.
  • Estados Unidos estudam ampliar ainda mais a presença militar na região, com relatos de possível retificação de 10 mil soldados adicionais, o que pode complicar o contexto para as negociações.

A intensificação de bombardeios israelenses contra alvos civis no Irã e o aumento da presença militar dos EUA no Golfo lançam sombras sobre as tentativas do Paquistão de sediar negociações entre Washington e Teerã. Islamabad tenta articular uma mediação neutra, usando relações próximas com ambos os países, sem abrigar bases americanas.

O governo paquistanês, liderado pelo chefe do Exército, Field Marshal Asim Munir, mantém canais com Washington e Teerã. Autoridades paquistanesas dizem que as duas partes sinalizam abertura para o diálogo, porém a confiança é baixa e as posições divergem. O maior risco seria Israel atrapalhar as negociações.

Ontem, Israel atingiu duas grandes usinas de aço no Irã e instalações civis ligadas ao nuclear, conforme o Irã, citando o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi. Teerã ressaltou que tais ataques destoam da pausa anunciada por Trump para respirar diplomacia. O Irã também denunciou ataques a universidades.

Diplômacia paquistanesa sob pressão

Segundo analistas, Moscou não participa, mas Islamabad atua como intermediário, repassando propostas com posições firmes de cada lado. O Paquistão teme que ações de Israel inviabilizem qualquer acordo, mesmo com mediação paquistanesa.

O Irã quer não apenas um cessar-fogo, mas garantias de que o conflito acabou e de que não haverá novas ofensivas americanas ou israelenses. O governo de Teerã discute manter o controle sobre o estreito de Hormuz, ponto crucial para o petróleo do Golfo; Washington rejeita essa ideia, segundo o secretário de Estado americano, Marco Rubio.

O Paquistão informou que continuará transmitindo mensagens entre as partes, com a esperança de reduzir as divergências. O primeiro-ministro Shehbaz Sharif conversou com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e anunciou que ministros de Turquia, Egito, Arábia Saudita e Paquistão se reunirão em Islamabad para debater o fim do conflito.

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