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Reeves e Bessent discutem pessoalmente sobre guerra com Irã, dizem fontes

Confronto entre Rachel Reeves e Scott Bessent evidencia atrito entre Reino Unido e Estados Unidos sobre a guerra no Irã

Bessent and Reeves at a business reception during Trump’s state visit to the UK in September.
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  • Rachel Reeves e o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, discutiram pessoalmente, em Washington, em 15 de abril, durante as reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional, sobre a guerra na Irã.
  • Reeves havia criticado publicamente o conflito antes dos encontros, o que gerou reação tensa de alguns na administração Trump.
  • Segundo pessoas a par das negociações, Bessent repreendeu Reeves pelas declarações, citando a ameaça de um possível ataque nuclear iraniano a Londres.
  • Reeves teria respondido que não era funcionária de Bessent e que não gostou do tom dele; oficiais britânicos destacam que a relação entre Reeves e o Tesouro dos EUA continua técnica e construtiva.
  • A situação evidencia o maior atrito entre EUA e Reino Unido desde a Crise de Suez, em 1956, com impactos potenciais em relação estratégica e econômica entre os dois países.

Rachel Reeves, a secretária de Estado da Fazenda do Reino Unido, discutiu com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, na reunião de abril em Washington, sobre a guerra no Irã. Segundo fontes, Reeves expressou descontentamento com o tom usado pelo colega americano durante o encontro.

O episódio ocorreu durante as reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional. Revela uma tensão crescente entre EUA e Reino Unido, refletindo divergências sobre o conflito no Irã e suas consequências econômicas globais.

A crítica de Reeves foi feita publicamente antes das conversas começarem, o que gerou reação dura de integrantes da administração Trump. A discussão entre os dois coincidiu com críticas feitas pelo premiê Keir Starmer ao envolvimento britânico.

Reeves afirmou publicamente que a guerra no Irã carecia de um plano claro de saída. Em Washington, ela ressaltou que os objetivos do conflito não estavam claros, o que ajudou a acirrar o embate diplomático.

Fontes dizem que Bessent repreendeu Reeves em tom contundente durante o encontro de 15 de abril, mencionando até a possibilidade de ataque nuclear iraniano a Londres, conforme relatos de funcionários presentes.

Reeves rebateu afirmando que não era funcionária de Bessent e não gostava do tom usado. Uma autoridade do governo britânico descreveu Reeves como direta tanto na privada quanto na pública.

Downing Street manteve a linha de que Reeves e Bessent mantêm uma relação funcional, com conversas produtivas desde as visitas do chanceler a Washington. O desfile de informações foi corroborado por um comunicado do Tesouro dos EUA.

O incidente ocorre em meio a uma das maiores fissuras entre EUA e Reino Unido desde a crise de Suez, em 1956, com tensões sobre políticas de defesa, comércio e alinhamento estratégico. O tema do Irã domina o debate bilateral.

Contexto diplomático

A crise elevou o tom entre as duas potências e repercute em coalizões internacionais. O governo britânico tem reiterado apoio às suas políticas domésticas e à cooperação com aliados, enquanto a administração Trump avalia impactos econômicos e geopolíticos.

Alguns parlamentares britânicos e observadores destacam que a relação transatlântica passa por ajustes diante de divergências sobre o Irã e outras prioridades estratégicas. O impacto político doméstico ainda é tema de análise.

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