- Rachel Reeves e o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, discutiram pessoalmente, em Washington, em 15 de abril, durante as reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional, sobre a guerra na Irã.
- Reeves havia criticado publicamente o conflito antes dos encontros, o que gerou reação tensa de alguns na administração Trump.
- Segundo pessoas a par das negociações, Bessent repreendeu Reeves pelas declarações, citando a ameaça de um possível ataque nuclear iraniano a Londres.
- Reeves teria respondido que não era funcionária de Bessent e que não gostou do tom dele; oficiais britânicos destacam que a relação entre Reeves e o Tesouro dos EUA continua técnica e construtiva.
- A situação evidencia o maior atrito entre EUA e Reino Unido desde a Crise de Suez, em 1956, com impactos potenciais em relação estratégica e econômica entre os dois países.
Rachel Reeves, a secretária de Estado da Fazenda do Reino Unido, discutiu com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, na reunião de abril em Washington, sobre a guerra no Irã. Segundo fontes, Reeves expressou descontentamento com o tom usado pelo colega americano durante o encontro.
O episódio ocorreu durante as reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional. Revela uma tensão crescente entre EUA e Reino Unido, refletindo divergências sobre o conflito no Irã e suas consequências econômicas globais.
A crítica de Reeves foi feita publicamente antes das conversas começarem, o que gerou reação dura de integrantes da administração Trump. A discussão entre os dois coincidiu com críticas feitas pelo premiê Keir Starmer ao envolvimento britânico.
Reeves afirmou publicamente que a guerra no Irã carecia de um plano claro de saída. Em Washington, ela ressaltou que os objetivos do conflito não estavam claros, o que ajudou a acirrar o embate diplomático.
Fontes dizem que Bessent repreendeu Reeves em tom contundente durante o encontro de 15 de abril, mencionando até a possibilidade de ataque nuclear iraniano a Londres, conforme relatos de funcionários presentes.
Reeves rebateu afirmando que não era funcionária de Bessent e não gostava do tom usado. Uma autoridade do governo britânico descreveu Reeves como direta tanto na privada quanto na pública.
Downing Street manteve a linha de que Reeves e Bessent mantêm uma relação funcional, com conversas produtivas desde as visitas do chanceler a Washington. O desfile de informações foi corroborado por um comunicado do Tesouro dos EUA.
O incidente ocorre em meio a uma das maiores fissuras entre EUA e Reino Unido desde a crise de Suez, em 1956, com tensões sobre políticas de defesa, comércio e alinhamento estratégico. O tema do Irã domina o debate bilateral.
Contexto diplomático
A crise elevou o tom entre as duas potências e repercute em coalizões internacionais. O governo britânico tem reiterado apoio às suas políticas domésticas e à cooperação com aliados, enquanto a administração Trump avalia impactos econômicos e geopolíticos.
Alguns parlamentares britânicos e observadores destacam que a relação transatlântica passa por ajustes diante de divergências sobre o Irã e outras prioridades estratégicas. O impacto político doméstico ainda é tema de análise.
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