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A UE ajuda a Armênia a enfrentar a ingerência russa em suas eleições

União Europeia cria missão de dois anos para combater desinformação russa em eleições na Armênia, com investimentos de até €2,5 bilhões

Desde la izquierda, el primer ministro de Armenia, Nikol Pashinyan, saluda a la presidenta de la Comisión Europea, Ursula von der Leyen, en presencia del presidente del Consejo Europeo, António Costa.
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  • A União Europeia criou uma missão de parceria com duração de dois anos para enfrentar ameaças híbridas, desinformação e ingerência externa em Armenia, anunciada após a primeira reunião da Comunidade Política Europeia em Erevã.
  • As eleições legislativas de Armenia estão marcadas para 6 de junho, com o governo de Nikol Pashinyan buscando aproximação com o Ocidente; Moscou é visto como opositor a esse movimento.
  • A UE indicou tentativas russas de influenciar o pleito por meio de desinformação e bulos, com a alta representante para a Política Exterior ressaltando campanhas de desinformação e ciberataques.
  • A missão visa fortalecer a resiliência nacional, a resposta a crises e a estabilidade de longo prazo, conforme destacados por António Costa e pela presidente da Comissão, Ursula von der Leyen.
  • A UE também aposta em investimentos privados em Armenia, com expectativa de até 2,5 bilhões de euros via Global Gateway para melhorar infraestrutura física e digital, além de apoiar a integração regional e a transição energética.

A União Europeia anunciou uma missão de parceria com a Armênia para enfrentar ameaças híbridas, desinformação e tentativas de interferência em processos eleitorais. A medida visa fortalecer a resiliência institucional do país caucasiano, próximo de eleições legislativas em 6 de junho.

A decisão foi tomada no final de abril pelo Conselho da UE e anunciada durante a primeira reunião da Associação Estratégica com a Armênia, realizada em Erevã. A iniciativa terá mandato de dois anos e busca impedir a difusão de boatos e ataques cibernéticos que possam atentar contra a confiança nas instituições.

Segundo dados da UE, o objetivo é evitar interferência externa e apoiar a segurança do processo democrático armenio, em meio a denúncias de campanhas de desinformação associadas a atores russos. O conjunto de ações inclui fortalecimentos de capacidades de resposta a crises e cooperação com meios de comunicação locais.

A placa de apoio da UE foi reforçada pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, e pela presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, durante a cúpula realizada em Erevã. Ambos enfatizaram a importância de manter a legitimidade do voto armenio e a integridade das instituições.

Além do foco eleitoral, a UE discutiu incentivos à investimento privado na Armênia, com metas de ampliar conexões físicas e digitais. A expectativa é que o programa Global Gateway mobilize até 2,5 bilhões de euros em investimentos, ampliando infraestrutura energética e de conectividade.

Pashinyan destacou a necessidade de investimentos para melhorar redes de energia e armazenamento, apontando o potencial solar do país. A Armênia busca ampliar a integração regional, mantendo o equilíbrio entre cooperação ocidental e relações com vizinhos.

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