- O primeiro-ministro britânico Keir Starmer vê a relação com Donald Trump possivelmente irremediável após o presidente zombar dele em um discurso de Páscoa, sugerindo que Starmer “consultou a equipe” sobre decisões militares.
- Trump afirmou que o Reino Unido deveria ser o melhor aliado dos EUA, mas não foi durante a guerra com o Irã, e perguntou repetidamente sobre o envio de dois porta-aviões, insinuando consulta à equipe.
- Segundo a imprensa britânica, Downing Street disse que Trump nunca pediu os navios ao Reino Unido e que o país não os ofereceu; críticas anteriores mencionaram minas marítimas.
- Diplomatas destacaram que a relação está muito danificada e que Starmer precisa buscar alianças com Canadá, Austrália e Europa continental.
- Alguns veem possibilidade de melhoria com visitas reais futuras, como a do rei Charles, e viagens anunciadas de William e Kate aos EUA, mas o premier mantém postura de não ceder a pressões.
Keir Starmer enfrenta crédito abalado na relação com os EUA após a parade de Donald Trump, que imitou o premiê ao falar sobre decisões militares. O episódio ocorreu durante um discurso de Páscoa na Casa Branca e colocou o tema da cooperação britânico-americana em evidência.
Trump criticou a atuação do Reino Unido na guerra do Irã, questionando por que o país não enviou dois porta-aviões usados nessa operação. Downing Street disse que não houve pedido britânico nem oferta de embarcações, e que o premiê não precisou consultar a equipe para decisões estratégicas.
Diplomatas afirmaram que a relação está bastante danificada e que Starmer precisa intensificar contatos com Canadá, Austrália e Europa continental para manter alianças. Alguns sugerem que visitas de membros da família real aos EUA podem abrir espaço para recuperação, sem que o premier ceda a exigências do presidente.
Reações e cenários
Fontes governamentais destacam que Starmer atua buscando manter os interesses do Reino Unido, mesmo diante de ataques verbais. A postura tem sido de calma, com foco em manter a credibilidade do país no cenário internacional.
Analistas consultados apontam que houve apoio interno ao comportamento contido do premiê, mesmo entre autoridades que criticam a gestão do conflito com o Irã. O desgaste não chega a colocar em risco a liderança de Starmer, segundo fontes estratégicas.
Em meio às tensões, avaliadores indicam que o impacto sobre a política externa depende de próximos gestos diplomáticos, incluindo possíveis visitas oficiais de autoridade britânicas aos Estados Unidos e de ações para fortalecer parcerias com aliados tradicionais.
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