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Fachin defende transparência em pagamentos a magistrados após grupo de trabalho

Fachin cria grupo de trabalho para mapear verbas de magistrados e ampliar transparência, visando padronização e controle dos penduricalhos

Ministro Edson Fachin discursa durante a abertura do VI Congresso Brasileiro de Direito e Políticas Públicas. — Foto: Reprodução/GloboNews
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  • O presidente do STF e do CNJ, Edson Fachin, afirmou que o CNJ estuda novos mecanismos de transparência para pagamentos em atraso a magistrados e para a remuneração do Judiciário.
  • A declaração ocorreu na abertura do VI Congresso Brasileiro de Direito e Políticas Públicas, em São Paulo, dias após Fachin criar um grupo de trabalho.
  • O grupo terá 180 dias para apresentar propostas que garantam padronização, transparência e previsibilidade das parcelas remuneratórias do Judiciário.
  • A ideia é mapear os valores pagos, levantando verbas remuneratórias e indenizatórias, com classificação da natureza jurídica e impacto no teto constitucional.
  • As medidas visam ampliar a publicidade de fundos administrados pelo Judiciário e fortalecer a legitimidade institucional por meio da transparência.

O presidente do STF e do CNJ, ministro Edson Fachin, anunciou a busca por novos mecanismos de transparência para divulgar pagamentos atrasados a magistrados e aperfeiçoar a divulgação de remuneração do Judiciário. A declaração ocorreu na abertura do VI Congresso Brasileiro de Direito e Políticas Públicas, em São Paulo, nesta segunda (8).

Ele revelou que as medidas estão em estudo no Observatório Nacional sobre Integridade e Transparência, criado durante sua gestão no CNJ. Entre as iniciativas estão a publicidade de pagamentos retroativos, o contracheque único nacional e a ampliação de informações sobre fundos do Poder Judiciário.

Fachin destacou que a transparência fortalece a legitimidade institucional. Afirmou que confiança pública depende da prestação de contas, não apenas das decisões, e citou a importância de um formato claro de divulgação para a integridade do Judiciário.

Grupo de trabalho

Na sexta-feira anterior, Fachin criou um grupo de trabalho para regulamentar e tornar mais transparentas as verbas pagas a integrantes da magistratura. A equipe terá 180 dias para apresentar propostas ao CNJ.

O objetivo é mapear as verbas remuneratórias e indenizatórias, com classificação jurídica, base normativa e impacto no teto constitucional. A iniciativa visa padronizar pagamentos e reduzir distorções salariais.

A medida amplia a fiscalização sobre penduricalhos, em paralelo à decisão do STF de limitar pagamentos extras de natureza indenizatória. O grupo também avaliará propostas legislativas sobre a remuneração de magistrados.

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