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Dóra Maurer, figura marcante da arte húngara, morre aos 88 anos

Dóra Maurer, figura central da arte húngara, morre aos 88 anos, carreira abrangeu pintura, cinema e ensino, impulsionando a arte conceitual europeia

Selfportrait with Seven Twists 2011
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  • Dóra Maurer, pintora, gravadora e cineasta húngara, morreu aos 88 anos; a confirmação veio da Széchenyi Academy of Literature and Arts, da qual foi presidenta desde 2017.
  • Nascida em Budapeste em 11 de junho de 1937, Maurer formou-se pela Escola de Belas Artes da Hungria em 1961 e iniciou a carreira como gravadora, expandindo-se para fotografia, cinema, performance e pintura.
  • Sua prática explorou forma, tempo e movimento, com processos sistemáticos ou matemáticos; destacou-se por obras como Quasi-images (1970–1973), fases reversíveis de movimento e Overlappings (anos 1970–80).
  • O reconhecimento internacional chegou mais fortemente nas décadas de 2010, com exposições coletivas no MoMA, Centre Pompidou e Museum of Fine Arts de Houston, além de mostras individuais no Tate Modern (2019) e no Museum Ritter (2014).
  • Maurer recebeu prêmios como o Prêmio Kossuth (2003), o Prêmio Munkácsy Mihály, e em 2021 foi designada Artista da Nação, uma das maiores honrarias culturais na Hungria.

Dóra Maurer, referência da arte húngara – pintora, gravadora e cineasta – faleceu aos 88 anos. A notícia foi confirmada pela Széchenyi Academy of Literature and Arts, da qual Maurer foi presidente desde 2017. Ela nasceu em Budapeste em 11 de junho de 1937.

Formada pela Academia de Belas Artes de Hungria, em 1961, Maurer estudou com Gyula Hincz e Sándor Ék. Inicialmente trabalhou como gravurista, expandindo depois para fotografia, cinema, performance e pintura. Nos anos 60 e início dos 70, criou obras conceituais em fotografia, antes de se dedicar mais à pintura e ao magistério a partir dos anos 70.

Obra e estilo

Sua prática explorou com afinco forma, tempo e movimento, recorrendo a processos sistemáticos ou matemáticos para gerar efeitos visuais. Entre trabalhos reconhecidos estão Quasi-images (1970-73), as Reversible and Changeable Phases of Movement (anos 1970), Seven Twists (1979) e a série Overlappings (1970s–80s), com estruturas geométricas que criam movimento óptico.

Reconhecimento e atuação educativa

Alguns críticos adotaram leitura política de sua obra, embora Maurer tenha sustentado que não a concebiam com finalidade política. Ela influenciou gerações de artistas húngaros e contribuiu para a difusão da arte conceitual da Europa Central internacionalmente. Colaborou com Miklós Erdély nos Creativity Exercises (1975–77 e integrou o InDiGó Group (1981–83).

Exposição e carreira internacional

A partir dos anos 2010, Maurer ganhou projeção internacional, com participações em exposições coletivas no MoMA, Nova York; Centre Pompidou, Paris; e Museum of Fine Arts, Houston. Exposições solo ocorreram no Museum Ritter, em Waldenbuch, Alemanha (2014) e na Tate Modern, Londres (2019. Suas obras foram apresentadas em cidades como Graz, Utrecht, Zagreb, Viena, Estocolmo, Bratislava, Nuremberg e Stuttgart. Em 2022, ficou em sétimo lugar na lista das mulheres mais influentes da Hungria pela Forbes.

Premiações e honrarias

Maurer recebeu o Prêmio Kossuth (2003) e o Prêmio Munkácsy Mihály, além de, em 2021, ter sido designada Artista da Nação, uma das mais altas honrarias estatais para figuras culturais da Hungria.

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