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Temporada de arte de junho em Londres ganha impulso com iniciativas locais

Com o Brexit ainda refletindo, a temporada de arte londrina de junho ganha fôlego com Treasure House, Studiolo e Classic Art London, impulsionada por nova geração de dealers

Treasure House Fair in 2025
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  • A temporada de arte de Londres em junho ganha fôlego em 2026, com leilões fortes e novas feiras, após o Brexit ter reduzido o ritmo em anos anteriores.
  • A venda da Lewis collection, liderada por Joe Lewis e a filha Vivienne, é estimada entre £150 milhões e £200 milhões e ocorre no Sotheby’s na noite de quarta-feira, com destaques como Nuassis au collier de Modigliani (1917) acima de £45 milhões.
  • Christie’s apresenta 106 obras da coleção Anita e Poju Zabludowicz, com leilão ao vivo em 25 de junho e venda online até 30 de junho, com estimativa global superior a £15 milhões.
  • Treasure House Fair, em sua quarta edição, acontece de 24 a 30 de junho no Chelsea Royal Hospital, com 60 expositores e presença de uma geração mais jovem de dealers, incluindo peças que vão de 16th‑century a design contemporâneo.
  • Classic Art London e Studiolo também ocupam a agenda: CAL (22 de junho a 3 de julho) reúne 16 participantes; Studiolo ocorre em 26 de junho no Westminster Abbey College Garden, com foco em obras modernas até Old Master e apresentação de peças variadas.

A temporada de arte de junho em Londres ganha fôlego com iniciativas locais, num momento marcado pela recuperação de anteriores impactos do Brexit. O incremento vem de feiras menores e de grandes leilões que prometem aquecer o ritmo da semana entre Modernos e contemporâneos.

A Treasure House Fair ocorre de 24 a 30 de junho no Royal Hospital Chelsea, consolidando-se como uma das principais feiras de verão. O evento reúne 60 expositores, frente aos 72 de 2025, com foco em peças de Antiguidade a Moderno. A reformulação do layout visa ampliar o crescimento futuro.

A cena londrina conta ainda com Classic Art London, de 22 de junho a 3 de julho, e Studiolo, que acontece em 26 de junho. Os três eventos ocupam Mayfair, St James’s e Westminster, oferecendo um panorama de obras desde o Modern até o Old Master. A coordenação envolve expositores independentes e casas de leilões.

Treasure House surgiu após o Masterpiece London encerrar atividades em 2023. Dois dos cofundadores originais, Thomas Woodham-Smith e Harry Van der Hoorn, relançaram a feira no espaço do Royal Hospital Chelsea. O objetivo é manter um polo de referência durante o verão, mesmo com desafios econômicos para o setor.

Entre as novidades, 32 expositores são novos em 2026, mostrando uma renovação geracional no mercado de antiguidades. O veterano Woodham-Smith destaca a ascensão de dealers jovens e a influência de figuras como Rose Uniacke, além de mencionar novos ingressos como Ed Foster e Joe Chaffer. As mudanças refletem uma tendência de fusão de períodos e de foco no alto padrão de qualidade.

No Treasure House, obras que vão desde itens do Renascimento Limoges até peças modernas compõem a oferta. Entre as peças em destaque, uma pintura de Leonard Limosin e painéis de Sylva Bernt figuram entre as opções de compra para colecionadores privados e instituições.

Classic Art London

O CAL reúne 16 participantes com foco em Modern to Old Master, com programação de palestras ampliada para 30 eventos, sendo a maioria gratuita. O evento busca atrair curadores e colecionadores internacionais, mantendo a participação de museus e instituições dos EUA, na esteira de um mercado global desafiado pela conjuntura atual.

A programação inclui mostras dedicadas a John Constable e a parcerias com instituições como a Ben Elwes Fine Art, que apresenta One People, Two Shores: Anglo-American Art in the Age of Revolution, com obras de Benjamin West e John Singleton Copley. A curadoria enfatiza também a valorização de artistas britânicos femininos, com foco em cartazes e partes de acervos que ganharam visibilidade recentemente.

Studiolo

Studiolo é uma venda de arte de um dia, realizada na College Garden e Claustros da Westminster Abbey, em 26 de junho, em parceria com o estúdio de design Ben Pentreath. O formato inclui peças de antiguidade, armas, livros raros e obras antigas em ambiente ao ar livre, com expositores novos e veteranos.

A proposta do Studiolo é combinar ofertas de diferentes disciplinas num espaço urbano icônico, promovendo visibilidade para galerias independentes. A edição atual traz peças de alto valor, com foco em peças de arte antiga e joias, além de propostas de artistas contemporâneos que dialogam com o passado. A organização sinaliza planos para a edição de outono em novo local e para 2027 com novidades significativas.

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