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Artista retira vídeo crítico a Churchill da Galeria Nacional de Retratos

A artista Helen Cammock retirou o vídeo Persistence do National Portrait Gallery após críticas a Churchill e à fome de Bengala

Helen Cammock is a British artist and was one of the winners of the 2019 Turner prize
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  • A artista vencedora do Turner prize, Helen Cammock, removeu do National Portrait Gallery (NPG) de Londres o vídeo Persistence, após uma queixa.
  • O filme critica Winston Churchill e associa a fome de Bengala de 1943 a uma “fome deliberada” imposta pelo premiê durante a Segunda Guerra Mundial.
  • Mais de 50 pares, incluindo o neto de Churchill, Nicholas Soames, assinaram uma carta defendendo a reputação de Churchill e questionando a acusação.
  • O NPG afirmou que o trabalho era uma peça artística e não reflete necessariamente a visão da instituição, que continua centrada na missão de inspirar o público por meio do retrato.
  • Cammock disse que a liberdade artística é essencial e que o filme continuará a dialogar com quem estiver disposto a ouvir, considerar e formar suas próprias conclusões.

O vídeo Persistence, da artista britânica Helen Cammock, foi retirado da National Portrait Gallery, em Londres, após reclamação pública. A obra critica Winston Churchill, ex-primeiro ministro, e gerou questionamentos sobre liberdade de expressão em instituições públicas.

A peça ficou em exibição temporária desde setembro do ano passado, integrada à mostra Artists First: Contemporary Perspectives on Portraiture. O perfil da obra é de 40 minutos, apresentada como resposta pessoal à coleção do museu.

No filme, Cammock aborda campanhas de Cromwell na Irlanda e faz menção à Bengal famine de 1943, associando morte de civis à política de Churchill. A alegação gerou controvérsia entre autoridades britânicas e historiadores.

A retirada envolveu quem está no centro da discussão: a artista, o National Portrait Gallery, o consórcio de curadores e o corpo de governança da instituição. Um grupo de lordes, liderado pelo historiador Andrew Roberts, criticou a acusação e assinou uma carta a Shearer West, presidente interino do conselho, negando a culpabilidade de Churchill.

Mais de 50 pares de lordes assinaram a missiva, incluindo o neto de Churchill, Nicholas Soames. O documento questionou a precisão histórica da acusação contida no filme e pediu cautela na divulgação de versões controversas.

A direção do NPG informou que a obra foi apresentada como componente artístico, não documental, e que as visões exibidas não refletem necessariamente a posição do museu. A retirada não foi discutida pela diretoria, segundo o instituto.

Reações e posicionamentos

Especialistas divergem sobre o alcance da liberdade artística nesse caso. Um historiador comentou que a liberdade de expressão artística deve coexistir com responsabilidade histórica, sem impor limites automáticos. Cammock afirmou que a arte deve desafiar percepções e incentivar o debate, sem abandonar o tema.

O museu ressaltou que a exposição buscava incentivar respostas pessoais à coleção, destacando a importância de debates vivos sobre história e arte. A instituição manteve o foco em inspirar audiências nacionais e internacionais por meio de retratos e narrativas compartilhadas.

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