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UE mantém veto à carne bovina brasileira a partir de setembro

UE exclui Brasil da lista de exportadores de carne a partir de setembro, sob novas regras de antimicrobianos; a lista pode ser atualizada conforme respostas brasileiras

Carne bovina - Marcello Casal Jr/Agência Brasil
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  • A União Europeia retirou o Brasil de uma lista de países autorizados a exportar carne para o bloco, em meio a novas regras de controle de antibióticos na pecuária que entram em vigor em setembro.
  • Além do Brasil, a lista inclui Argentina, Chile, Colômbia, México e Uruguai; a UE afirma que o Brasil não forneceu garantias suficientes contra uso de antimicrobianos.
  • A lista pode ser atualizada caso o governo brasileiro atenda às solicitações pendentes; a decisão ocorre em meio a pressões de agricultores europeus e do acordo entre União Europeia e Mercosul.
  • O governo brasileiro e órgãos oficiais disseram que as exportações de carnes seguem normalmente e que serão tomadas medidas para reverter a decisão, com reunião prevista entre a delegação brasileira e autoridades sanitárias da UE.
  • Dados mostram que a UE é segundo maior destino das carnes brasileiras, com exportações para o bloco em 2025 chegando a 1,8 bilhão de dólares; Brasil exportou 31,8 bilhões de dólares em carnes no ano, atrás da China (9,8 bilhões).

A União Europeia retirou o Brasil de uma lista de países autorizados a exportar carne para o bloco. A medida passa a valer com a entrada em vigor de novas regras de controle de antimicrobianos na pecuária, em setembro. A decisão envolve ainda Argentina, Chile, Colômbia, México e Uruguai, que permanecem na lista conforme o bloco.

A UE afirmou que o Brasil não apresentou garantias suficientes sobre a não utilização de antimicrobianos na produção animal. A decisão pode ser revisada caso o governo brasileiro atenda a solicitações pendentes. A medida acompanha pressão de produtores europeus e de França pelo cumprimento de padrões sanitários.

O comissário europeu para a Agricultura destacou que os requisitos da UE são rigorosos e que o sistema de controle funciona. As normas proíbem o uso de antimicrobianos para crescimento ou aumento de produção, além de rejeitarem tratamentos com antibióticos reservados para humanos.

As pastas do governo brasileiro – Agricultura, Relações Exteriores e Indústria – disseram ter ficado surpresas com a exclusão. O chefe da delegação brasileira na UE terá reunião com autoridades sanitárias do bloco para esclarecer a decisão, na quarta-feira.

A nota oficial brasileira reforçou que, no momento, as exportações de produtos de origem animal seguem normalmente. O governo afirma que tomará medidas para reverter a exclusão e manter o fluxo de vendas para o mercado europeu, ao qual exporta há quatro décadas.

A ABPA, associação do setor, reforçou que o Brasil cumpre os requisitos da UE, inclusive os relacionados aos antimicrobianos. A entidade destacou estruturas sanitárias robustas, rastreabilidade e uso responsável de medicamentos, alinhados a padrões internacionais.

Até setembro, o Brasil mantém comércio aberto com a UE para carne bovina, frango, peixe, embutidos, cavalos vivos e mel. A produção brasileira também busca ampliar contratos com o bloco, segundo dados oficiais.

Segundo o Agrosat, as exportações de carnes para os 27 países da UE somaram 1,8 bilhão de dólares em 2025, tornando o bloco o segundo maior destino. Em 2025, o Brasil exportou 31,8 bilhões de dólares em carnes, com a China na liderança.

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