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Safra de café robusta no Espírito Santo deve cair, aponta Cooabriel

Safra canéfora do Espírito Santo deve cair levemente frente a 2025, com qualidade superior; custos de produção sobem e a saca cai para R$ 880

Plantação de café robusta em São Gabriel da Palha, no Espírito Santo, Brasil
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  • A Cooabriel, maior cooperativa de cafés canéfora, espera safra de robusta no Espírito Santo ligeiramente menor que a de 2025, com qualidade superior.
  • Ainda não há previsão exata de quantas sacas a safra 2026 produzirá, mas as entregas iniciais estão dentro das expectativas da cooperativa.
  • A Conab prevê safra de canéfora de 2026 em 22,1 milhões de sacas, com a maior parte gerada no Espírito Santo.
  • A guerra no Irã eleva custos de fertilizantes e insumos agrícolas, e o preço da saca de robusta caiu de R$ 1.700 para R$ 880 em um ano.
  • O governo do Espírito Santo disse estar atuando para aumentar a produção de canéfora de melhor qualidade, o que pode melhorar a renda dos produtores.

O Espírito Santo vive a projeção de uma safra de café robusta ligeiramente menor neste ano, segundo a cooperativa Cooabriel, a maior do tipo canéfora no Brasil. A expectativa é de melhoria na qualidade, mesmo com volume abaixo do registrado em 2025. A informação foi passada por Luiz Carlos Bastianello, presidente da cooperativa, em entrevista à Reuters na tarde de terça-feira.

A Cooabriel atua com as variedades conilon, popularmente conhecidas como robusta, e trabalha para manter a relevância dessa produção no estado. Bastianello destacou que a colheita começa mais cedo e que os primeiros carregamentos já apontam para o menor volume, porém com qualidade superior do que no ano anterior.

Apesar de não haver como confirmar o total de sacas de 60 kg ainda, as entregas iniciais estão reflitindo as expectativas traçadas pela cooperativa. O quadro nacional traz a canéfora como parte significativa da produção, com foco em incrementar a qualidade.

O Departamento de Comércio de Cereais (Conab) projeta que a safra de canéfora de 2026 chegará a 22,1 milhões de sacas, 6,4% acima de 2025, com a maior parte desse crescimento concentrada no Espírito Santo. A estimativa reforça o peso da região na bebida produzida.

Entre os fatores que podem impactar a produção estão o conflito no Irã e o encarecimento de fertilizantes e insumos agrícolas. O deslocamento marítimo no Estreito de Ormuz, afetado pela tensão geopolítica, aumenta custos de produção para os cafeicultores. A situação é acompanhada de perto pela indústria.

Os preços do café robusta enfrentaram recuo de valor: safras de anos anteriores tinham custo de cerca de R$ 1.700 por saca, e o preço atual fica em torno de R$ 880. O efeito é relevante para planejamento de custos na próxima safra, especialmente para a safra 2026/27, segundo avaliações de produtores.

No ano passado, o governo do Espírito Santo comunicou ações para apoiar cafeicultores na melhoria da qualidade de canéfora, visando uso mais estratégico em misturas de café instantâneo e expresso. A busca por qualidade é apresentada como caminho para aumentar a renda dos produtores.

Para Bastianello, o momento é de intensificar o foco na qualidade, o que pode depender de mudanças de comportamento dos produtores. A melhoria contínua do manejo e da seleção de frutos seria essencial para manter competitividade e viabilidade econômica.

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