- O ministro do Tribunal de Contas da União Jhonatan de Jesus, durante a avaliação da liquidação do banco Master pelo Banco Central, voltou a constranger a corte após novos detalhes virarem público pela CAE do Senado.
- Jhonatan, indicado pelo centrão, sinalizou pressionar a autoridade monetária em vez de investigar as práticas do banco que lesaram investidores, incluindo fundos de aposentados em pelo menos três estados, conforme a Polícia Federal.
- Integrantes do TCU foram informados de que o Congresso pode solicitar formalmente o afastamento do ministro do processo ou da corte, à medida que as apurações avançam.
- O ministro recuou da pressão sobre o Banco Central somente após a imprensa tornar públicos os fatos, incluindo a determinação de uma inspeção no BC atendendo a pedidos de Daniel Vorcaro.
- Jhonatan de Jesus já é alvo de um pedido de apuração pelo Ministério Público de Contas, e a pressão política tende a aumentar, com o ministro na mira de alas influentes do Congresso.
O que aconteceu: decisões do ministro do Tribunal de Contas da União Jhonatan de Jesus na avaliação do processo de liquidação do banco Master, pelo Banco Central, voltaram a gerar constrangimento à corte. Detalhes divulgados pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado apontam pressões para que o BC seja alvo de críticas, em vez das práticas do banco lesivas.
Quem está envolvido: Jhonatan de Jesus, indicado pelo centrão, é o foco das apurações. Segundo a Polícia Federal, houve pressão para responsabilizar o Banco Central pela atuação que interrompeu atividades de Daniel Vorcaro. A investigação envolve ainda o Ministério Público de Contas e a CAE do Senado, com participação de agentes públicos de pelo menos três estados.
Quando e onde: as informações vieram a público nesta semana, após reportagem do jornal Estado de S. Paulo. Os fatos dizem respeito a decisões proferidas durante a avaliação do processo de liquidação do Master pelo BC, em Brasília, com desdobramentos políticos no Congresso.
Por quê: a PF aponta possíveis tentativas de direcionar ações do BC para proteger interesses de Vorcaro, em detrimento das responsabilidades do banco falido. A pressão política estaria alimentando a possibilidade de afastamento de Jhonatan de Jesus do processo ou da própria corte, conforme as apurações avançam.
Desdobramentos e próximos passos: o Ministério Público de Contas já instaurou apuração sobre o ministro. Integrantes do TCU avaliam riscos de afastamento formal de membros ou do próprio tribunal, com o aumento do escrutínio público. A situação ocorre em um cenário de fragilidade institucional e pressão de alas do Congresso.
Entre na conversa da comunidade