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Testemunhas recusam comparecer a oitivas parlamentares de NSW após decisão

Testemunhas recusam depor em comissões da Nova Gales do Sul após decisão judicial, paralisando inquéritos e prejudicando investigações de interesse público

James Cullen (centre), chief of staff to Chris Minns. The NSW court of appeal ruled that the power to compel his evidence was invalid.
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  • O Tribunal de Apelação de NSW declarou inválidas disposições da Lei de Evidência Parlamentar que autorizavam mandados de prisão para testemunhas.
  • Como consequência, testemunhas recusam-se a comparecer a inquéritos parlamentares, alegando que a decisão prejudica investigações de interesse público.
  • O chefe de gabinete do premier, James Cullen, acionou ações legais em outubro para evitar depor; desde a decisão, outros também adotaram a mesma postura.
  • O caso levou a um impasse político, com o governo de Minns em minoria não conseguindo aprovar projetos no plenário superior, enquanto a oposição tenta emendas para contornar a decisão.
  • Em março, a Corte Suprema da Austrália concedeu licença especial para recurso contra a decisão, o que pode levar meses para ser julgado, mantendo incertezas sobre o poder de testemunhas.

O que aconteceu: testemunhas têm se recusado a depor em comissões parlamentares de New South Wales após uma decisão judicial. A recusa afeta investigações de interesse público.

Quem está envolvido: James Cullen, chefe de gabinete do premier Chris Minns, moveu ação para evitar dar depimento. Outros assessores também têm seguido o mesmo caminho, citando a decisão. Ben Franklin é quem sugeriu busca de mandado de prisão.

Quando e onde: a decisão da corte de apelação de NSW, em dezembro, invalidou dispositivos da Parliamentary Evidence Act que autorizavam mandados de prisão. O alto tribunal concedeu recurso especial em março; o caso pode ter desdobramentos até setembro.

Por quê: a corte entendeu que os dispositivos violavam a integridade institucional do poder judiciário. Com a mudança, parlamentares não podem forçar testemunhas em grande parte das investigações.

Desdobramentos políticos e legais

A decisão enfraqueceu poderes investigativos do parlamento, afetando apurações iniciadas há décadas. A crise levou a bancada de oposição e os independentes a propor mudanças, que ficaram paralisadas na Câmara baixa.

Recentemente, Brigid Glanville, consultora externa da Diretoria de Promocões (DPP), não compareceu a uma comissão superior sobre proteção de identidade em processos judiciais envolvendo menores. A diretora da DPP, Sally Dowling, afirmou ter discutido o tema com a equipe.

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