- Wagner reage à nona fase da operação Compliance Zero, com buscas em endereços que lhe pertencem.
- Ele lembrou que, em 2018, houve operação semelhante na Bahia (Operação Cartão Vermelho) e que manteve a candidatura, tornando-se o senador mais votado na Bahia.
- A ação de hoje investiga suposto esquema bilionário envolvendo o empresário Vorcaro; Augusto Lima também é alvo.
- Foram 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal, incluindo endereços pessoais de Wagner e da família.
- Entre as supostas vantagens estão apartamento de luxo, cerca de R$ 3 milhões repassados por empresa ligada a familiares, caronas em jatinhos e ingresso para show de Taylor Swift, no valor total de R$ 61 mil; Lula manifestou solidariedade e Wagner mantém a liderança do governo no Senado.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) foi alvo de busca e apreensão nesta quinta-feira (18) na 9ª fase da operação Compliance Zero. A ação envolve o empresário Daniel Vorcaro e o intermediário Augusto Lima, com mandados expedidos na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. Além de Wagner, familiares também foram investigados.
Segundo a Polícia Federal, o objetivo é esclarecer supostos fraudes financeiras associadas ao chamado Master, grupo ligado a Vorcaro. Entre os alvos estavam imóveis da família Wagner e endereços ligados ao entorno do senador. A investigação apura recebimentos de vantagens, incluindo repasses por meio de empresas de familiares e uso de jatinhos, além de outros benefícios.
Wagner afirmou que já enfrentou operação semelhante em 2018, quando houve a chamada Operação Cartão Vermelho, relacionada a contratos da Arena Fonte Nova. Naquela época, ele foi o senador mais votado na Bahia, embora tenha sido indiciado e o caso tenha entrado em arquivamento por falta de provas em 2025. Em entrevista, o senador ressaltou que pretende manter a candidatura e o papel de liderança no governo do presidente Lula.
A defesa de Wagner não enviou pronunciamentos detalhados para o momento, mas o senador informou ter recebido apoio do presidente Lula. Wagner também comentou que a relação histórica com Lula o mantém na posição de líder do governo no Senado, destacando que a política baiana já demonstrou resistir a pressões externas.
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