- Rogério Correia, vice-líder do governo na Câmara, pediu o afastamento de Jaques Wagner da liderança do governo no Senado para que ele possa esclarecer suspeitas envolvendo o caso Master.
- Wagner é alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga suposta atuação dele em favor do banco Vorcaro, com possíveis vantagens recebidas.
- Entre as alleged vantagens, estão um apartamento em Salvador e 3,5 milhões de reais em benefícios atribuídos a sua atuação parlamentar.
- Correia defende resguardar a presunção de inocência, mas entende que o investigado deve deixar o cargo para se defender.
- Wagner afirmou que pretende permanecer no cargo, se o presidente Lula não o afastar, e negou vínculos com Daniel Vorcaro e com o Banco Master; diz que diárias de viagens explicam os dólares apreendidos.
O deputado Rogério Correia (PT-MG), vice-líder do governo na Câmara, pediu o afastamento de Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado. A solicitação foi feita nesta quinta-feira (18), em meio às investigações em curso.
Correia argumenta que Wagner deve se afastar do cargo para se dedicar à defesa, enquanto a Polícia Federal apura supostas irregularidades envolvendo o parlamentar. As apurações citam vantagens consideradas indevidas em troca de atuação política no Congresso.
Wagner foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta. Segundo as investigações, o senador baiano estaria envolvido em favorecimentos ligados ao banco Vorcaro, também conhecido como Master, com valores que teriam chegado a milhões de reais.
Correia manteve a posição de que a presunção de inocência deve ser resguardada, mas reforçou a necessidade de afastamento para que o caso não gere atrito institucional. O entendimento é de que o afastamento facilitaria a defesa e a continuidade do trabalho governista.
Jaques Wagner afirmou, em entrevista à BandNews, que permanece no cargo se o presidente Lula não pedir sua saída. O senador disse contar com o apoio de Lula, afirmando que não houve atuação em benefício do Banco Master.
O parlamentar também negou qualquer relação com Daniel Vorcaro e com as diárias de viagens ao exterior pagas pelo Senado. Em comunicado, Wagner reiterou que não atuou para favorecer o referido banco.
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