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Senado atrasa análise do 6×1 e PT avalia retomar campanha contra Congresso

Senado atrasa fim da jornada 6x1; PT avalia retomar campanha contra Congresso se Alcolumbre não pautar PEC, antes das eleições

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
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  • O Senado atrasou a análise da proposta que encerra a jornada de seis dias e o PT cogita retomar a campanha “Congresso inimigo do povo” caso o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, continue a bloquear a PEC.
  • O PT afirma que a resistência de Alcolumbre ocorre mesmo após a aprovação, pelo Senado, de um pacote de pautas consideradas “bombas” para as contas públicas, o que motivou descontentamento do Planalto.
  • Nesta semana, o Senado aprovou linha de crédito rural para renegociação de dívidas de produtores, com custo estimado de 140 bilhões de reais nos próximos 13 anos, além de avançar em uma PEC de aposentadoria para agentes de saúde e em o piso salarial de médicos e dentistas.
  • Lula tem a 6×1 como prioridade e pressiona pela aprovação antes do período eleitoral, mas Alcolumbre ainda não enviou a matéria à Comissão de Constituição e Justiça, aguardando acordo entre líderes.
  • Operadores do governo buscam mediação e contatos entre Planalto e Senado, incluindo possíveis encontros, enquanto o distanciamento entre Lula e Alcolumbre persiste e envolve discussões sobre garantias para evitar desdobramentos fiscais próximos às eleições.

O Senado continua sem acelerar a tramitação da proposta que extingue a escala de trabalho 6×1, enquanto o governo tenta manter o tema em pauta. Integrantes do PT avaliam retomar a campanha “Congresso inimigo do povo” caso o bloco não desbloqueie o texto.

Lula tem como prioridade a aprovação da proposta antes do período eleitoral. O PT acusa resistência de Davi Alcolumbre, presidente do Senado, que ainda não enviou o texto à CCJ e aguarda reunião de líderes para definir cronograma.

A costura política envolve tensões entre Planalto e Legislativo. Enquanto o Senado aprovou medidas de impacto fiscal, o PT vê sinal de impasse na Casa. Operadores do governo trabalham para viabilizar encontro entre Lula e Alcolumbre.

Contexto recente

O Senado aprovou nesta semana uma linha de crédito rural de alto custo para renegociar dívidas, estimada em 140 bilhões de reais nos próximos 13 anos. Também avançaram propostas de aposentadoria para agentes de saúde e aumento do piso de médicos e dentistas.

A pauta envolve ainda medidas que afetam o equilíbrio fiscal e o calendário eleitoral. A percepção interna no PT é de que a negociação depende de garantias de que pautas de impacto financeiro não sejam aprovadas às vésperas das eleições.

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