- O ministro Alexandre de Moraes autorizou que Jair Bolsonaro depõe presencialmente à Polícia Civil do Distrito Federal na terça-feira, às 15h, em sua casa durante a prisão domiciliar.
- A ouvida está ligada ao caso da pistola 9mm que pertence a Bolsonaro e foi apreendida com um sargento do Exército durante uma blitz no Pistão Norte.
- O inquérito está sob a responsabilidade do 17º DP, segundo apuração da reportagem; a Polícia tentou intimar Bolsonaro, mas a escolta não permitiu.
- A defesa de Bolsonaro diz que ele entregou a arma ao sargento para conserto da falha no acionamento; o militar afirmou ter removido o percussor sem conhecimento do ex-presidente.
- A prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro foi autorizada por Moraes e vale até o fim de junho; ele está em casa desde 24 de março após internação por pneumonia bacteriana.
O ex-presidente Jair Bolsonaro deve depor presencialmente à Polícia Civil do Distrito Federal nesta terça-feira, às 15h, em Brasília. O depoimento, autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, ocorrerá em regime de prisão domiciliar.
Bolsonaro foi chamado para esclarecer o caso da pistola 9mm apreendida com um sargento do Exército durante uma blitz no Pistão Norte. Moraes determinou que a defesa confirme, em até 48 horas, se houve contratação de profissional de saúde para acompanhar o ex-presidente durante a noite e se os agentes de segurança cedidos a ele podem permanecer no período noturno.
A Polícia Civil abriu inquérito para investigar o ocorrido, com o 17º DP respondendo pela investigação, conforme apuração do Jornal UOL. Um oficial foi intimado pessoalmente, mas a equipe de escolta não permitiu a ciência do ato.
Contexto da arma e da apreensão
O sargento Estácio Leite da Silva Filho foi abordado em um veículo oficial da Presidência durante fiscalização de rotina. Ele alegou ser do GSI, mas o órgão negou: afirmou ter sido emprestado à Casa Civil. A arma foi encontrada no assoalho do carro, junto com um carregador, sem certificação visível no registro. O militar foi levado à 21ª Delegacia para esclarecer o caso.
Segundo a defesa de Bolsonaro, o sargento identificou uma falha no acionamento de ferrolho da pistola. Os advogados afirmam que a arma era da família Glock e que o sargento já atuava com esse modelo. A defesa também sustenta que a entrega da arma ocorreu para verificar a falha mecânica.
Os advogados de Bolsonaro relataram que a equipe de segurança, sem o conhecimento do ex-presidente, teria removido o percussor da arma, tornando-a inoperante por motivos relacionados a medicações psiquiátricas que, segundo eles, afetam a cognição. O depoimento busca esclarecer se houve necessidade de conserto da arma.
A defesa afirma ainda que não houve intenção de entregar a arma por grafar ou abrir condenação, e que Bolsonaro não possui interesse em reavê-la enquanto estiver cumprindo a pena de prisão domiciliar humanitária, cuja validade se estende até o fim de junho.
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