- Lula discursou em Belo Horizonte sobre investimentos do SUS em oncologia e não comentou a operação da PF contra Jaques Wagner, líder do governo no Senado.
- Wagner é alvo da investigação; a PF aponta possível recebimento de apartamento de R$ 2,5 milhões e propina de R$ 3,5 milhões em troca de atuação a favor do Banco Master; a operação foi autorizada pelo STF.
- Assessoria de Wagner negou irregularidades e afirmou que ele não atuou a favor do Master; Wagner aponta que deve permanecer no cargo.
- No discurso, Lula disse que “500 anos de desmazelo não se consertam em 10 ou 15 anos” e reconheceu que o Brasil ainda tem problemas.
- O presidente elogiou o SUS pela capacidade de enfrentar a covid-19 e encerrou citando Neymar e Marta, destacando a importância do respeito entre homens e mulheres.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta sexta-feira, em Belo Horizonte, de evento de anúncio de investimentos do SUS em oncologia. Durante o discurso, não comentou a operação da Polícia Federal que atingiu o seu líder no governo no Senado, Jaques Wagner, alvo de investigação sobre suposta propina e recebimento de um apartamento.
Ao falar de governos, saúde e políticas públicas, Lula citou programas do governo, a COVID-19 e a atuação do SUS, elogiando a estrutura e o uso dos recursos para enfrentar a pandemia. Em Belo Horizonte, o foco foi a continuidade de ações para ampliar o atendimento oncológico no sistema público de saúde.
Jaques Wagner foi alvo da PF em operação autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF. Os investigadores apontam que o senador poderia ter recebido um apartamento de 2,5 milhões de reais e propina de 3,5 milhões de reais da empresa Master, para atuação em favor da instituição no Congresso. A defesa de Wagner negou irregularidades e afirmou estar à disposição das autoridades.
Operação da PF e liderança no Senado
A liderança de Wagner no Senado foi defendida por seus aliados, que afirmam manter confiança no cargo. Auxiliares de Lula, no entanto, veem a situação como delicada e com potencial de desgaste institucional para o governo.
Wagner afirmou, em entrevista à BandNews, que não pretende deixar a liderança do governo, buscando manter o apoio interno. A assessoria do senador divulgou nota reiterando que não houve atuação em benefício do Master e que ele está à disposição das investigações.
Em Belo Horizonte, Lula enfatizou a necessidade de enfrentar os problemas do Brasil, citando críticas recorrentes à gestão pública, mas sem comentar formalmente as denúncias envolvendo Wagner. O tom do discurso destacou avanços no SUS e reconhecimentos à atuação de profissionais de saúde.
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