- Na reta final das eleições na Colômbia, Abelardo de la Espriella (ultra-direita) lidera em pesquisas, enquanto Iván Cepeda (esquerda) tenta crescer nos últimos dias.
- Cerca de 80 mil colombianos que estão no exterior podem influenciar a segunda volta, segundo fontes das campanhas.
- Cepeda busca ampliar seu espaço, investindo em presença digital e ações para atrair votos de indecisos e do centro.
- De la Espriella mantém foco em redes e apoios internacionais, incluindo o uso de símbolos nacionais e apoio público de figuras como Donald Trump e Javier Milei.
- As campanhas ressaltam a necessidade de mobilizar eleitores e reduzir a abstenção, diante de uma disputa ainda muito disputada a três dias do pleito.
A menos de três dias da segunda volta, Abelardo de la Espriella, candidato ultradireito, lidera as pesquisas, embora com vantagem mais estreita do que os sonhados. Iván Cepeda, da esquerda, aposta no impulso dos últimos dias e na mobilização de eleitores indecisos. A eleição ocorre no dia 21 de junho, no país, com foco em voto nacional e em eleitores no exterior.
A campanha do ultradireitista registra preocupação com a participação de colombianos que moram fora e acompanharam a Copa do Mundo no exterior, estimando cerca de 80 mil adultos que podem influenciar o resultado. Estudos de cenários apontam que boa parte dos votos de outros candidatos pode convergir para uma das candidaturas.
A equipe de De la Espriella mantém confiança, mas evita o triunfalismo. Dados de votantes no exterior indicaram queda, segundo aliados, o que alimenta o alerta de desmobilização entre seus apoiadores. O candidato pediu esforço redobrado para manter o ritmo de votação fora do país.
Estrutura digital e mobilização
Cepeda intensificou a campanha online, com reforço da equipe digital e presença em vídeos que humanizam o candidato. Indicadores de redes sociais apontam crescimento de engajamento, especialmente em plataformas onde a campanha de Cepeda estava menos presente.
Enquanto isso, o ultra tem usado uma logística robusta e mensagens claras, mantendo símbolos nacionais, incluindo a camiseta da seleção. A defesa de apoio internacional ganhou fôlego com menções a lideranças estrangeiras, elevando o tom de campanha.
A corrida permanece apertada, com estimativas de vantagem entre 1,5 e 2 milhões de votos numa diferença possivelmente menor na prática. Ambos os lados buscam ampliar participação, conquistar indecisos e moderar propostas para atrair o eleitor de centro.
O que ainda está em jogo
A pesquisa de intenções não é definitiva, e há dúvidas sobre eventual fraude ou compra de votos nos relatos de ambas as campanhas. O clima na reta final é de alta tensão, com acusações mútuas e ataques a propostas políticas.
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