- Nona fase da Operação Compliance Zero teve Jaques Wagner, líder do governo no Senado, como principal alvo, acirrando disputa narrativa entre aliados do governo e oposição.
- Coalizão classifica Wagner como inocente; PT afirma que as investigações devem esclarecer os fatos e apoiar o processo envolvendo o Banco Master.
- Oposição e o senador Flávio Bolsonaro criticam o PT e associam o caso Master a esquemas de corrupção no governo, ainda que haja controvérsia sobre a participação direta do petista.
- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse confiar que Wagner poderá se explicar e se defender junto à Justiça; Sérgio Moro também defende investigação total.
- O PL aponta ligações entre PT e o escândalo, enquanto o senador Fabiano Contarato presta solidariedade a Wagner e reforça confiança em sua integridade.
A nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira, 18, tem como principal alvo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). A ação envolve o Banco Master e investigações sobre possível participação do parlamentar em desvios. O caso ganha contornos políticos nas redes entre aliados do governo e oposição.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, manifestou apoio às apurações e reafirmou a confiança na inocência de Wagner. Ele informou que o partido acompanha as investigações e entende que a verdade precisa ser apurada com rigor, assegurando que crimes, se comprovados, sejam punidos.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o PT, comentando publicamente sobre a ligação entre o episódio e a gestão do governo. Apesar de criticar a citação a um petista, ele admite envolvimento indireto no caso Master, sem que haja confirmação formal de investigação contra ele.
Duriano Durigan, ministro da Fazenda, disse estar tranquilo e confiante de que Wagner poderá esclarecer os fatos à Justiça. A declaração foi dada durante entrevista ao portal Metrópoles, ressaltando a necessidade de explicações quando houver investigações em curso.
Sérgio Moro (PL-PR), pré-candidato ao governo do Paraná, postou em redes sociais que a corrupção atravessa Brasília e defendeu uma investigação total e irrestrita. Ele retomou o tema após mais uma rodada de buscas e apreensões ligadas ao Master.
O Partido Liberal manteve tom crítico, associando o PT ao escândalo do Master. Em nota, a sigla afirma que, embora neguem ligações, novos nomes do PT aparecem a cada etapa da operação, reforçando a percepção de ligação entre o caso e o partido no poder.
O senador Fabiano Contarato (PT-ES) expressou solidariedade a Wagner, afirmando ter confiança na integridade do colega. Contarato ressaltou a relação de amizade e o histórico de lealdade entre ambos, defendendo a retidão do senador.
Liderança do PL na Câmara, o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) afirmou que a situação envolve o PT e afirmou que denúncias apontam para uma associação entre corrupção e recursos públicos. Ele citou o início da investigação e a ligação com o Banco Master.
Contexto e desdobramentos
A operação investiga fraudes associadas ao Banco Master, com alegações de origem ligada a outras estruturas públicas. A defesa de Wagner sustenta que ele terá chance de apresentar explicações formais ao longo do processo. As informações oficiais apontam para a continuidade das apurações pelas autoridades competentes.
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