- Discurso na National Press Club mostrou Hanson atacando multiculturalismo, o clima e a imprensa, com protesto cobrindo salários mínimos durante a fala.
- Reitera mensagens antigas, mirando islamismo radical e falantes não ingleses, defendendo uma monocultura sob um único guarda-chuva cultural.
- Acusa a mudança climática de ser um “hoax” e propõe retirar subsídios a renováveis, banir usinas eólicas e solares, retomar fósseis e promover energia nuclear.
- Ataques à imprensa no estilo de Donald Trump: ameaça de extinguir a SBS, transformar a ABC em assinatura e críticas a repórteres, incluindo uma profissional do Guardian Australia.
- Sobre aborto, afirma que 20 semanas é tarde demais e defende debate nacional, defendendo educação em contracepção em vez de aborto, com ressalvas para casos médicos.
A líder do One Nation, Pauline Hanson, divulgou um discurso transmitido nacionalmente ao National Press Club, no qual criticou multiculturalismo, mudanças climáticas e a atuação da mídia. O posicionamento ganhou tom contundente e ocorreu em meio a protesto contra reajustes salariais de trabalhadores de menor renda.
Hanson reiterou que não acredita em uma sociedade multicultural, afirmando ser necessário viver sob uma única cultura. Ela citou dados do censo de 2021 para sustentar a ideia de que várias famílias falam outro idioma em casa, questionando a coesão social sob essa prática.
No discurso, a líder também apontou a crise energética como resultado de uma suposta farsa climática, defendendo a paralisação de parques eólicos e solares, o fim de subsídios a fontes renováveis e a ampliação de fontes fósseis, com possibilidade de núcleo nuclear público.
O tom anti-mídia seguiu um estilo próximo ao de figuras internacionais, com críticas à SBS e à ABC, sugerindo mudanças no modelo de financiamento dessas emissoras. A fala incluiu críticas a reportagens do Guardian Australia sobre declarações de Hanson e a estrutura do seu partido.
Durante a apresentação, Hanson abordou questões de aborto, propondo um debate nacional sobre o tema e fixando a posição de que 20 semanas é um ponto de corte considerado indisponível para abortos, sem esclarecer detalhe adicional.
Paralelamente à defesa de políticas para trabalhadores, a fala pública ocorreu em meio a ações de oposicionistas que expuseram contradições no histórico de votações pró-trabalhadores do partido. Um banner de oposição foi exibido no contexto do evento.
Na audiência, a líder manteve o foco na relação entre governo e economia, invertendo o debate sobre custos de vida com a narrativa de que custos de energia estariam inflados pela narrativa climática, enquanto defendia medidas para reduzir dependência de renováveis.
As declarações de Hanson provocaram debate sobre a direção política do grupo, com analistas avaliando a transição de uma figura conhecida por oposição radical para um posicionamento de palco central na política australiana.
O discurso, com duração superior a meio período, destacou um ritmo de pauta longa, incluindo propostas econômicas, críticas a políticas públicas e um apelo a uma identidade nacional baseada em uma única cultura, segundo a cobertura da imprensa.
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